De acordo com Luiz Carlos Travaglia (em MARQUESI, Sueli Cristina; Pauliukonis...

De acordo com Luiz Carlos Travaglia (em MARQUESI, Sueli Cristina; Pauliukonis, Aparecida Lino e ELIAS, Vanda Maria [orgs], 2017), “o conhecimento linguístico sobre argumentação se estende hoje a um...


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O Brasil está envelhecendo, mas ainda não sabe onde vai morar


O Brasil está envelhecendo – e rápido. Em poucas décadas, o País deixou de ser majoritariamente jovem para ingressar numa transição demográfica profunda, que redefine não apenas políticas públicas, mas também a forma como pensamos cidades, moradia e qualidade de vida. Segundo dados do IBGE, atualmente a população entre 60 e 69 anos representa cerca de 16% dos brasileiros (mais de 31 milhões de pessoas). As projeções são ainda mais contundentes: em 2060, o Brasil deverá somar 73,4 milhões de idosos, com crescimento acelerado sobretudo entre aqueles acima dos 90 anos.

Esse novo desenho etário impõe desafios estruturais. Afinal, não se trata apenas de viver mais, mas de como viver melhor. O envelhecimento da população exige respostas que vão além da saúde e da previdência: passam necessariamente pela moradia. É nesse ponto que surge um debate ainda pouco amadurecido no Brasil, mas central no mundo desenvolvido: o da moradia pensada para o envelhecimento ativo.

Isso porque envelhecer com dignidade não é apenas um conceito abstrato. É um direito. De um lado, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o direito à moradia digna como um direito humano fundamental e estabelece princípios específicos para as pessoas idosas, baseados em independência, participação social, cuidado, autorrealização e dignidade.

De outro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça esse olhar por meio do programa Cidades Amigas do Idoso, que propõe lares e ambientes adaptados às necessidades físicas, sociais e emocionais da população idosa. Ou seja, a premissa é clara: envelhecer não deve significar isolamento, perda de autonomia ou exclusão da vida comunitária.


(Caio Calfat. Em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/espaco-aberto/o-brasil-esta-envelhecendo-masainda-nao-sabe-onde-vai-morar/, 16.03.2026. Adaptado)
De acordo com Luiz Carlos Travaglia (em MARQUESI, Sueli Cristina; Pauliukonis, Aparecida Lino e ELIAS, Vanda Maria [orgs], 2017), “o conhecimento linguístico sobre argumentação se estende hoje a um grande número de tópicos”. Dentre esses tópicos, o autor refere-se aos argumentos, que, no texto, são exemplificados com:
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    18/09/2026 • 00:01
    Essa questão trata da argumentação presente no texto sobre o envelhecimento da população brasileira e as questões relacionadas à moradia digna para idosos.

    Primeiro, é importante saber que argumentos são razões ou evidências usadas para defender uma ideia. No texto, cada argumento apresentado serve para fortalecer a tese de que o envelhecimento no Brasil demanda atenção especial, especialmente no que tange à moradia adequada para os idosos.

    Analisando as alternativas, devemos buscar aquelas que apresentam argumentos efetivamente usados no texto. O texto menciona dados estatísticos do IBGE sobre a população idosa, que indicam um crescimento acelerado desse grupo. Também cita o conceito da ONU que reconhece a moradia digna como direito humano e destaca o programa "Cidades Amigas do Idoso" da OMS, que propõe ambientes adaptados aos idosos.

    A alternativa que reúne esses três pontos essenciais (dados estatísticos, conceito da ONU e programa da OMS) é a letra d.

    Portanto, o gabarito correto é a letra d.
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