Equipe Gabarite
EQUIPE
17/09/2026 • 21:02
Vamos conversar um pouco sobre essa questão que envolve um acontecimento sério ligado ao sistema circulatório, o tromboembolismo pulmonar. O paciente, devido a imobilização por fratura de fêmur, desenvolveu um coágulo que atingiu a circulação pulmonar, causando sintomas agudos e evoluindo para o óbito. Na autópsia, é descrito um tromboembolismo pulmonar maciço, e, no exame do pulmão, uma lesão triangular hemorrágica com necrose isquêmica do parênquima em região periférica.
Essa lesão é típica de um infarto hemorrágico nos pulmões. Por quê? O pulmão tem uma circulação dupla: a circulação pulmonar (que recebe o sangue venoso para oxigenação) e a circulação brônquica (que alimenta os tecidos do pulmão). Quando uma artéria pulmonar é obstruída, o tecido obrigatório ao suprimento da circulação pulmonar pode sofrer necrose isquêmica, mas devido à circulação brônquica, esse tecido não necrosa de forma seca, como em outros órgãos. A perfusão parcial por essa circulação colateral permite que haja hemorragia no local da necrose, caracterizando o infarto hemorrágico.
Vamos analisar as alternativas:
a) Hiperemia ativa é aumento de fluxo pela vasodilatação, o que não ocorre aqui.
b) Infarto hemorrágico secundário à oclusão arterial em tecido com dupla circulação é exatamente o que acontece aqui, pois o pulmão tem dupla circulação.
c) Congestão passiva crônica se relaciona a insuficiência cardíaca prolongada, não ao caso agudo de embolia.
d) Hemorragia por diapedese ocorre sem obstrução vascular, mas aqui há tromboembolismo.
e) Infarto hemorrágico por obstrução venosa isolada não é condizente, pois a oclusão está na artéria pulmonar.
Portanto, a alteração hemodinâmica principal descrita é o infarto hemorrágico provocado pela oclusão arterial em tecido com dupla circulação, que é a alternativa b.
Essa lesão é típica de um infarto hemorrágico nos pulmões. Por quê? O pulmão tem uma circulação dupla: a circulação pulmonar (que recebe o sangue venoso para oxigenação) e a circulação brônquica (que alimenta os tecidos do pulmão). Quando uma artéria pulmonar é obstruída, o tecido obrigatório ao suprimento da circulação pulmonar pode sofrer necrose isquêmica, mas devido à circulação brônquica, esse tecido não necrosa de forma seca, como em outros órgãos. A perfusão parcial por essa circulação colateral permite que haja hemorragia no local da necrose, caracterizando o infarto hemorrágico.
Vamos analisar as alternativas:
a) Hiperemia ativa é aumento de fluxo pela vasodilatação, o que não ocorre aqui.
b) Infarto hemorrágico secundário à oclusão arterial em tecido com dupla circulação é exatamente o que acontece aqui, pois o pulmão tem dupla circulação.
c) Congestão passiva crônica se relaciona a insuficiência cardíaca prolongada, não ao caso agudo de embolia.
d) Hemorragia por diapedese ocorre sem obstrução vascular, mas aqui há tromboembolismo.
e) Infarto hemorrágico por obstrução venosa isolada não é condizente, pois a oclusão está na artéria pulmonar.
Portanto, a alteração hemodinâmica principal descrita é o infarto hemorrágico provocado pela oclusão arterial em tecido com dupla circulação, que é a alternativa b.