Homem de 68 anos, internado há doze dias após fratura de fêmur, evolui subita...

Homem de 68 anos, internado há doze dias após fratura de fêmur, evolui subitamente com dispneia, dor torácica e taquicardia, falecendo poucas horas depois. Na autópsia, identifica-se tromboembolism...


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Homem de 68 anos, internado há doze dias após fratura de fêmur, evolui subitamente com dispneia, dor torácica e taquicardia, falecendo poucas horas depois. Na autópsia, identifica-se tromboembolismo pulmonar maciço. No estudo histológico do pulmão, além do êmbolo arterial, observa-se em área periférica lesão triangular hemorrágica, com necrose isquêmica do parênquima.

Esse quadro representa qual alteração hemodinâmica principal?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    17/09/2026 • 21:02
    Vamos conversar um pouco sobre essa questão que envolve um acontecimento sério ligado ao sistema circulatório, o tromboembolismo pulmonar. O paciente, devido a imobilização por fratura de fêmur, desenvolveu um coágulo que atingiu a circulação pulmonar, causando sintomas agudos e evoluindo para o óbito. Na autópsia, é descrito um tromboembolismo pulmonar maciço, e, no exame do pulmão, uma lesão triangular hemorrágica com necrose isquêmica do parênquima em região periférica.

    Essa lesão é típica de um infarto hemorrágico nos pulmões. Por quê? O pulmão tem uma circulação dupla: a circulação pulmonar (que recebe o sangue venoso para oxigenação) e a circulação brônquica (que alimenta os tecidos do pulmão). Quando uma artéria pulmonar é obstruída, o tecido obrigatório ao suprimento da circulação pulmonar pode sofrer necrose isquêmica, mas devido à circulação brônquica, esse tecido não necrosa de forma seca, como em outros órgãos. A perfusão parcial por essa circulação colateral permite que haja hemorragia no local da necrose, caracterizando o infarto hemorrágico.

    Vamos analisar as alternativas:
    a) Hiperemia ativa é aumento de fluxo pela vasodilatação, o que não ocorre aqui.
    b) Infarto hemorrágico secundário à oclusão arterial em tecido com dupla circulação é exatamente o que acontece aqui, pois o pulmão tem dupla circulação.
    c) Congestão passiva crônica se relaciona a insuficiência cardíaca prolongada, não ao caso agudo de embolia.
    d) Hemorragia por diapedese ocorre sem obstrução vascular, mas aqui há tromboembolismo.
    e) Infarto hemorrágico por obstrução venosa isolada não é condizente, pois a oclusão está na artéria pulmonar.

    Portanto, a alteração hemodinâmica principal descrita é o infarto hemorrágico provocado pela oclusão arterial em tecido com dupla circulação, que é a alternativa b.
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