Durante uma colonoscopia de rastreamento, um endoscopista removeu um pólipo p...

Durante uma colonoscopia de rastreamento, um endoscopista removeu um pólipo pediculado de 2,5 cm de diâmetro. O exame anatomopatológico revelou tratar-se de um adenocarcinoma indiferenciado, com in...


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Durante uma colonoscopia de rastreamento, um endoscopista removeu um pólipo pediculado de 2,5 cm de diâmetro. O exame anatomopatológico revelou tratar-se de um adenocarcinoma indiferenciado, com invasão de 500 micras na submucosa e invadindo o pedículo do pólipo (Haggitt 3). A margem de ressecção encontra- -se livre de neoplasia distando 0,5 mm da neoplasia. O laudo ainda descreve ausência de invasão perineural ou angiolinfática, sendo descritos brotamentos tumorais (tumor budding) de grau 1.
Qual é a conduta mais apropriada para o caso apresentado?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    17/09/2026 • 21:02
    Vamos analisar o caso clínico apresentado. Estamos diante de um pólipo pediculado com adenocarcinoma indiferenciado, o que já é importante porque a diferenciação tumoral impacta no prognóstico. A invasão na submucosa de 500 micras é um ponto crítico: invasões superiores a 1000 micras (1 mm) tendem a indicar maior risco, mas aqui é menos que isso. Contudo, o fator Haggitt 3 indica que há invasão profunda até o pedículo do pólipo, o que também traz maior risco. A margem livre a 0,5 mm é considerada estreita, mas ainda apresenta ausência de invasão perineural e angiolinfática, e tumor budding de grau 1, que é baixo e favorável.

    Contudo, o que pesa mais na decisão é a invasão do pedículo e a profundidade na submucosa. Essas características aumentam o risco de metástase para linfonodos. Por isso, a recomendação padrão, segundo diretrizes, é realizar colectomia segmentar com linfadenectomia para garantir remoção segura e avaliar a disseminação regional, não apenas confiar em ressecção endoscópica. A revisão endoscópica ou vigilância isolada não são indicadas diante do risco alto. Também PET-CT não é exame inicial para essa indicação. Assim, a conduta mais adequada e segura para o paciente é a colectomia segmentar com linfadenectomia. Gabarito correto: letra b.
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