Paciente do sexo masculino, 66 anos, assintomático, apresenta PSA de 8,2 ng/m...

Paciente do sexo masculino, 66 anos, assintomático, apresenta PSA de 8,2 ng/mL, densidade de PSA elevada e toque retal com nódulo endurecido em lobo direito. A biópsia por fusão revela adenocarcino...


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Paciente do sexo masculino, 66 anos, assintomático, apresenta PSA de 8,2 ng/mL, densidade de PSA elevada e toque retal com nódulo endurecido em lobo direito. A biópsia por fusão revela adenocarcinoma Gleason 4+3=7 (ISUP 3) em múltiplos fragmentos. A ressonância multiparamétrica demonstra lesão PI-RADS 5, sem evidência de extensão extracapsular. PET-PSMA não evidencia doença metastática.
No que concerne à estratificação de risco e ao manejo atual do câncer de próstata localizado nesse contexto, é incorreto afirmar que:
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    23/09/2026 • 09:02
    Vamos analisar essa questão sobre câncer de próstata, que é um tema muito importante e frequente em concursos da área de saúde. O paciente tem um adenocarcinoma de próstata com Gleason 4+3=7, o que classifica como um câncer de risco intermediário alto, além de apresentar um PSA elevado e lesão PI-RADS 5 na ressonância.

    Primeiro, o PSA e a densidade de PSA realmente são usados para ajudar na estratificação de risco do câncer de próstata, confirmando que a alternativa (a) está correta.

    O escore ISUP, que reflete o padrão de Gleason, é fundamental para definir o grau do tumor e influenciar diretamente nas decisões terapêuticas, como tratamentos cirúrgicos, radioterapia ou até vigilância ativa. Portanto, a alternativa (b) também está correta.

    A ressonância multiparamétrica (MRI) é muito importante para o estadiamento local, especialmente para avaliar extensão extracapsular, e o PET-PSMA tem ganhado espaço na avaliação de metástases, porém não é considerado padrão ou obrigatório para estadiamento inicial em todos os casos. Ainda assim, a alternativa (c) está correta ao afirmar que essas ferramentas são fundamentais no estadiamento, de acordo com as práticas atuais mais avançadas.

    Por fim, a alternativa (d) afirma que a ausência de metástases no PET-PSMA permite indicar vigilância ativa como conduta padrão. Isso é incorreto, porque a indicação de vigilância ativa geralmente é reservada para cânceres de baixo risco (Gleason ≤6, PSA <10, sem alterações preocupantes no exame físico ou imagem). Esse paciente tem um Gleason 4+3=7 (ISUP 3), que configura risco intermediário e normalmente requer tratamento ativo, portanto, a vigilância ativa não é a conduta padrão aqui.

    Sendo assim, a alternativa incorreta, como a questão pede, é a letra 'd'.
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