Paciente de 81 anos, sexo masculino, dependente parcial para atividades de vi...

Paciente de 81 anos, sexo masculino, dependente parcial para atividades de vida diária instrumentais devido à alteração da mobilidade. Apresenta os diagnósticos de hipertensão arterial sistêmica, ...


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Paciente de 81 anos, sexo masculino, dependente parcial para atividades de vida diária instrumentais devido à alteração da mobilidade. Apresenta os diagnósticos de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e doença arterial coronariana. Há seis meses, iniciou alteração progressiva da marcha, com histórico de quedas devido à instabilidade postural. Ao exame físico não se observa rigidez, tremor e rigidez em membros superiores, todavia foi observado eventos de freezing ao iniciar a marcha e presença de giro, em torno do próprio, eixo em bloco, além da velocidade de marcha de 0,7m/s. Sinal do aplauso negativo, sem hiperreflexia e movimentação ocular sem alterações. Testes cognitivos sem anormalidades. Foi submetido a ressonância nuclear magnética com escore de Fazekas igual a zero e a cintilografia com Trodat compatível com a normalidade. Encontra-se em uso de metoprolol, losartana, diltiazem, trimetazidina, atorvastatina, fenofibrato, dapagliflozina, linagliptina e ácido acetilsalicílico.

Assinale a alternativa que apresenta os fármacos que desencadearam a alteração da mobilidade descrita no quadro clínico acima.
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    23/09/2026 • 08:02
    Essa questão aborda um tema importante na geriatria e clínica médica: os efeitos colaterais medicamentosos que podem causar alterações na mobilidade, especialmente em pacientes idosos. A marcha prejudicada, quedas e sintomas extrapiramidais podem estar relacionados a efeitos adversos de fármacos que interferem no sistema nervoso central ou nos músculos.

    Primeiro, é importante entender o contexto clínico do paciente: idoso com múltiplas comorbidades, apresentando uma alteração progressiva da marcha com características típicas de distúrbio do movimento, como o 'freezing' da marcha e giro em bloco. No entanto, exames como a cintilografia com Trodat e a ressonância nuclear magnética sem alterações (escore de Fazekas zero) praticamente eliminam doenças neurodegenerativas clássicas como a doença de Parkinson e dano vascular cerebral.

    Diante disso, uma hipótese importante é que esses sintomas sejam causados por efeitos adversos medicamentosos. Entre os fármacos listados, o diltiazem e a trimetazidina são conhecidos por potencialmente desencadear alterações motoras. O diltiazem, um bloqueador de canais de cálcio, raramente pode causar mialgias e fraqueza muscular. A trimetazidina é um antianginoso que pode causar efeitos extrapiramidais, como parkinsonismo e distúrbios do movimento, principalmente em idosos.

    Fenofibrato, linagliptina, metoprolol, losartana, atorvastatina, dapaglifozina e ácido acetilsalicílico não são comumente associados a alterações da marcha por efeito extrapiramidal.

    Portanto, a combinação mais provável de fármacos que desencadearam a alteração da mobilidade no paciente são diltiazem e trimetazidina.

    O gabarito correto é a alternativa c).
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