Equipe Gabarite
EQUIPE
23/09/2026 • 08:02
Vamos falar um pouco sobre as abordagens cirúrgicas para meningiomas, que são tumores benignos originados das meninges, as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A escolha da abordagem cirúrgica correta depende muito da localização do tumor e das estruturas anatômicas próximas, além dos riscos envolvidos e da experiência do cirurgião.
A alternativa (a) fala da abordagem transesfenoidal para meningiomas petroclivais grandes. Essa via é, na verdade, utilizada principalmente para tumores localizados na região da sela túrcica, como adenomas hipofisários, e não é adequada para grandes meningiomas petroclivais, que ficam em região mais lateral e profunda, com alto risco para estruturas vasculares e nervosas. Então, essa alternativa está incorreta.
A alternativa (b) cita a abordagem retrossigmoidea para tumores petroclivais gigantes e afirma que ela evita a exposição dos nervos cranianos, minimizando o risco ao nervo facial. Na prática, a via retrossigmoidea é indicada para tumores da fossa posterior e permite contato com o ângulo pontocerebelar, porém a exposição dos nervos cranianos, inclusive do facial, é comum e o seu risco deve ser considerado. Logo, essa afirmativa é incorreta.
A alternativa (c) traz a abordagem subtemporal transzigomática associada à via retrossigmoidea para meningiomas da fossa média que se estendem abaixo do nervo trigêmio, destacando que oferece ampla exposição e facilita a dissecção das estruturas vasculares e nervosas. Esta alternativa está de acordo com as recomendações neurológicas, pois essas abordagens combinadas são usadas para tumores nessa localização, oferecendo boa visão cirúrgica e controle das estruturas envolvidas.
A alternativa (d) fala da abordagem translabiríntica para tumores menores, dizendo que possibilita a remoção total dos meningiomas petroclivais com baixa taxa de complicações auditivas e vestibulares. Na realidade, a abordagem translabiríntica envolve a destruição do labirinto e, portanto, leva à perda da audição do lado operado, o que não é compatível com a menor taxa de complicações auditivas afirmada.
Portanto, a única alternativa que está corretamente relacionada a uma estratégia cirúrgica eficaz e segura, conforme as características anatômicas do tumor, é a alternativa c.
Gabarito: c
A alternativa (a) fala da abordagem transesfenoidal para meningiomas petroclivais grandes. Essa via é, na verdade, utilizada principalmente para tumores localizados na região da sela túrcica, como adenomas hipofisários, e não é adequada para grandes meningiomas petroclivais, que ficam em região mais lateral e profunda, com alto risco para estruturas vasculares e nervosas. Então, essa alternativa está incorreta.
A alternativa (b) cita a abordagem retrossigmoidea para tumores petroclivais gigantes e afirma que ela evita a exposição dos nervos cranianos, minimizando o risco ao nervo facial. Na prática, a via retrossigmoidea é indicada para tumores da fossa posterior e permite contato com o ângulo pontocerebelar, porém a exposição dos nervos cranianos, inclusive do facial, é comum e o seu risco deve ser considerado. Logo, essa afirmativa é incorreta.
A alternativa (c) traz a abordagem subtemporal transzigomática associada à via retrossigmoidea para meningiomas da fossa média que se estendem abaixo do nervo trigêmio, destacando que oferece ampla exposição e facilita a dissecção das estruturas vasculares e nervosas. Esta alternativa está de acordo com as recomendações neurológicas, pois essas abordagens combinadas são usadas para tumores nessa localização, oferecendo boa visão cirúrgica e controle das estruturas envolvidas.
A alternativa (d) fala da abordagem translabiríntica para tumores menores, dizendo que possibilita a remoção total dos meningiomas petroclivais com baixa taxa de complicações auditivas e vestibulares. Na realidade, a abordagem translabiríntica envolve a destruição do labirinto e, portanto, leva à perda da audição do lado operado, o que não é compatível com a menor taxa de complicações auditivas afirmada.
Portanto, a única alternativa que está corretamente relacionada a uma estratégia cirúrgica eficaz e segura, conforme as características anatômicas do tumor, é a alternativa c.
Gabarito: c