Equipe Gabarite
EQUIPE
23/09/2026 • 08:02
Essa questão traz um cenário muito típico da pediatria neonatal relacionado a sangramentos em recém-nascidos. O ponto chave aqui é o sangramento em bebê de 2 dias, junto com petéquias e sangramento de coto umbilical. Sabemos que a vitamina K é fundamental para a coagulação, e recém-nascidos têm deficiência natural dessa vitamina, pois ela não atravessa bem a placenta e a flora intestinal ainda não está formada para produzi-la. Por isso, é rotina a administração profilática de vitamina K após o nascimento, para prevenir a chamada doença hemorrágica do recém-nascido, também conhecida como doença hemorrágica por deficiência de vitamina K.
No caso apresentado, a mãe não fez uso de anticoagulantes, o parto ocorreu em domicílio e não houve profilaxia de vitamina K, fatores muito relacionados ao risco de hemorragias devido à deficiência dessa vitamina. As petéquias (manchas vermelhas na pele), assim como o sangramento no coto umbilical, são sinais clássicos dessa condição.
A hemofilia A, uma deficiência de fator VIII, costuma causar hemorragias mais profundas, como hemartroses e hematomas grandes, mas não tipicamente petéquias difundidas. A trombocitopenia imune neonatal geralmente está associada a história de mãe com doença autoimune, além de alterações laboratoriais específicas. O sequestro esplênico agudo costuma ocorrer em crianças com anemia falciforme e provoca dor abdominal e anemia grave, não petéquias difusas e sangramentos múltiplos.
Portanto, a hipótese clínica principal, dado o quadro e a ausência de profilaxia de vitamina K, é a doença hemorrágica do recém-nascido por deficiência de vitamina K.
No caso apresentado, a mãe não fez uso de anticoagulantes, o parto ocorreu em domicílio e não houve profilaxia de vitamina K, fatores muito relacionados ao risco de hemorragias devido à deficiência dessa vitamina. As petéquias (manchas vermelhas na pele), assim como o sangramento no coto umbilical, são sinais clássicos dessa condição.
A hemofilia A, uma deficiência de fator VIII, costuma causar hemorragias mais profundas, como hemartroses e hematomas grandes, mas não tipicamente petéquias difundidas. A trombocitopenia imune neonatal geralmente está associada a história de mãe com doença autoimune, além de alterações laboratoriais específicas. O sequestro esplênico agudo costuma ocorrer em crianças com anemia falciforme e provoca dor abdominal e anemia grave, não petéquias difusas e sangramentos múltiplos.
Portanto, a hipótese clínica principal, dado o quadro e a ausência de profilaxia de vitamina K, é a doença hemorrágica do recém-nascido por deficiência de vitamina K.