Marcos de Castro
EQUIPE
23/09/2026 • 05:01
Vamos falar sobre o manejo do uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em pacientes que vão passar por cirurgia vascular, como no caso desse paciente com aneurisma de artéria poplítea. O AAS é um medicamento antiagregante plaquetário que reduz o risco de trombose, o que é importante para evitar complicações como o trombo no enxerto após a cirurgia. Porém, ele também aumenta o risco de sangramentos, especialmente no intra e pós-operatório.
Em cirurgias vasculares, há um equilíbrio delicado entre reduzir o risco trombótico e evitar sangramentos excessivos. Parar o AAS muito antes da cirurgia pode diminuir sangramentos, mas aumenta o risco de trombose, enquanto mantê-lo pode prevenir trombose, porém aumentar sangramentos. Estudos e diretrizes costumam recomendar a manutenção do AAS em procedimentos vasculares eletivos justamente para minimizar complicações trombóticas, uma vez que os benefícios na proteção vascular superam os riscos hemorrágicos, que podem ser manejados durante o procedimento.
O uso concomitante de ácido tranexâmico ou desmopressina não é rotina nem recomendado de forma profilática para contrabalançar o efeito do AAS, pois pode aumentar riscos e não há evidência suficiente para seu uso preventivo nesse contexto.
Sendo assim, a melhor conduta para esse paciente é manter o uso do AAS para reduzir o risco de trombose do enxerto, mesmo diante do risco potencial de sangramento, que será monitorado cuidadosamente. A alternativa correta é a letra a) Manter o AAS.
Em cirurgias vasculares, há um equilíbrio delicado entre reduzir o risco trombótico e evitar sangramentos excessivos. Parar o AAS muito antes da cirurgia pode diminuir sangramentos, mas aumenta o risco de trombose, enquanto mantê-lo pode prevenir trombose, porém aumentar sangramentos. Estudos e diretrizes costumam recomendar a manutenção do AAS em procedimentos vasculares eletivos justamente para minimizar complicações trombóticas, uma vez que os benefícios na proteção vascular superam os riscos hemorrágicos, que podem ser manejados durante o procedimento.
O uso concomitante de ácido tranexâmico ou desmopressina não é rotina nem recomendado de forma profilática para contrabalançar o efeito do AAS, pois pode aumentar riscos e não há evidência suficiente para seu uso preventivo nesse contexto.
Sendo assim, a melhor conduta para esse paciente é manter o uso do AAS para reduzir o risco de trombose do enxerto, mesmo diante do risco potencial de sangramento, que será monitorado cuidadosamente. A alternativa correta é a letra a) Manter o AAS.