Paciente masculino de 59 anos, deu entrada no pronto-socorro com gangrena que...

Paciente masculino de 59 anos, deu entrada no pronto-socorro com gangrena que afeta o primeiro, o segundo e o terceiro artelhos do pé direito, o ante pé e a face anterior do terço inferior da perna...


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Paciente masculino de 59 anos, deu entrada no pronto-socorro com gangrena que afeta o primeiro, o segundo e o terceiro artelhos do pé direito, o ante pé e a face anterior do terço inferior da perna, com saída de secreção purulenta escura e fétida, hiperemia que acomete desde o ante pé até o terço superior da perna. Neste membro inferior, apresenta pulsos femoral, poplíteo e tibial posterior palpáveis, porém o pulso dorsal do pé está ausente. O paciente encontra-se agitado e desorientado. A frequência cardíaca foi de 123 bpm, a pressão arterial de 85 x 50 mmHg e a frequência respiratória de 26 irm. O emergencista iniciou infusão de volume e antibióticos de amplo espectro junto a anaerobicidas para a estabilização clínica, entre outras medidas. Solicitou a avaliação do cirurgião vascular. Diante desta situação, qual seria a melhor conduta do cirurgião?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    23/09/2026 • 05:01
    Nesta questão estamos diante de um paciente com gangrena extensa em membro inferior, com sinais claros de infecção grave (secreção purulenta, fétida, hiperemia) e sinais de sepse (agitação, desorientação, taquicardia, hipotensão e taquipneia). A ausência do pulso dorsal do pé indica comprometimento vascular distal, porém os pulsos femoral, poplíteo e tibial posterior ainda estão palpáveis, sugerindo que a perna ainda possui circulação proximal razoável.

    Quando há gangrena extensa com sinais sistêmicos graves e rapidamente progressivos, o tratamento cirúrgico imediato é essencial para controlar a infecção e evitar a evolução para choque séptico irreversível. Solicitar exames de imagem vascular (alternativa a) não é prioridade, pois o quadro é uma emergência clínica que requer intervenção rápida.

    Desbridamento e amputação menor (alternativa b) em gangrenas espalhadas por todo antepé e face anterior da perna provavelmente será insuficiente para controle da infecção, podendo deixar áreas comprometidas. O paciente está instável hemodinamicamente, e o risco de falha terapêutica é alto.

    Amputação maior do membro (alternativa c) é a conduta mais adequada: remover toda a área infectada e comprometida permite controle mais eficaz da infecção e melhora a chance de estabilização do paciente.

    Aguardar a estabilização clínica para delimitar a gangrena (alternativa d) não é recomendado, pois a infecção deve ser controlada o mais rápido possível para evitar piora do estado geral e risco de morte.

    Portanto, a melhor conduta do cirurgião vascular é a amputação maior do membro inferior direito, para remoção completa da área infectada e controle da sepse.
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