David Castilho
EQUIPE
23/09/2026 • 01:01
Estamos diante de um paciente com câncer de próstata metastático resistente à castração (mCRPC) que apresentou progressão da doença após o uso de terapia hormonal de nova geração, no caso a Abiraterona. Isso define um cenário desafiador, pois o tumor não está mais respondendo ao tratamento hormonal padrão. Além disso, o painel genômico identificou uma mutação patogênica no gene BRCA2, o que é uma informação crucial para guiar a próxima linha terapêutica.
O gene BRCA2 está associado à reparação do DNA, e mutações nesse gene podem tornar o tumor mais sensível a drogas que exploram essa fragilidade, como os inibidores de PARP (polimerase de ADP-ribose). O Olaparibe é um inibidor de PARP aprovado para tumores com mutações em BRCA, inclusive no câncer de próstata metastático resistente à castração com essas alterações genéticas.
Outras opções da questão: o Docetaxel é um quimioterápico utilizado em mCRPC, mas não tem ação seletiva para mutações BRCA. Pembrolizumabe é um imunoterápico usado em certos tipos de câncer com alta instabilidade genômica, mas não é o padrão para mCRPC com mutação BRCA. Bevacizumabe é um antiangiogênico e não tem indicação clara nesse cenário.
Portanto, com base no racional biológico e nas evidências clínicas atuais, o tratamento com Olaparibe é o mais indicado para esse paciente com mutação BRCA2 em mCRPC resistente à castração.
Gabarito: alternativa c) Olaparibe.
O gene BRCA2 está associado à reparação do DNA, e mutações nesse gene podem tornar o tumor mais sensível a drogas que exploram essa fragilidade, como os inibidores de PARP (polimerase de ADP-ribose). O Olaparibe é um inibidor de PARP aprovado para tumores com mutações em BRCA, inclusive no câncer de próstata metastático resistente à castração com essas alterações genéticas.
Outras opções da questão: o Docetaxel é um quimioterápico utilizado em mCRPC, mas não tem ação seletiva para mutações BRCA. Pembrolizumabe é um imunoterápico usado em certos tipos de câncer com alta instabilidade genômica, mas não é o padrão para mCRPC com mutação BRCA. Bevacizumabe é um antiangiogênico e não tem indicação clara nesse cenário.
Portanto, com base no racional biológico e nas evidências clínicas atuais, o tratamento com Olaparibe é o mais indicado para esse paciente com mutação BRCA2 em mCRPC resistente à castração.
Gabarito: alternativa c) Olaparibe.