Paciente com diagnóstico de carcinoma de próstata metastático resistente à ca...

Paciente com diagnóstico de carcinoma de próstata metastático resistente à castração (mCRPC) progrediu após tratamento prévio com Enzalutamida. Realizou painel genômico de nova geração (NGS) que id...


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Paciente com diagnóstico de carcinoma de próstata metastático resistente à castração (mCRPC) progrediu após tratamento prévio com Enzalutamida. Realizou painel genômico de nova geração (NGS) que identificou uma mutação patogênica no gene ATM, sem evidência de alterações em BRCA1 ou BRCA2.
Considerando o caso, assinale a alternativa correta em relação a esse achado molecular.
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    23/09/2026 • 01:01
    Essa questão aborda o tratamento do carcinoma de próstata metastático resistente à castração (mCRPC) com foco em alterações genômicas, especificamente mutações no gene ATM. Atualmente, sabe-se que mutações em genes envolvidos no reparo do DNA por recombinação homóloga, como BRCA1, BRCA2 e ATM, podem influenciar a resposta a terapias, especialmente aos inibidores de PARP, como o olaparibe.

    Entretanto, a mutação em ATM, embora seja um biomarcador de defeito no reparo do DNA, não confere o mesmo nível de benefício clínico que as mutações em BRCA1 ou BRCA2 no contexto do uso de inibidores de PARP. Estudos indicam que pacientes com mutação em ATM podem apresentar algum grau de resposta, porém geralmente essa resposta é inferior e menos consistente comparada aos pacientes com mutações em BRCA1/2.

    Sobre as outras alternativas, a mutação em ATM não é um biomarcador preditivo robusto para resposta à imunoterapia com anti-PD-1, nem a presença desta mutação indica obrigatoriamente o uso de quimioterapia com docetaxel. A quimioterapia é uma opção terapêutica, mas não é definida exclusivamente pela presença da mutação em ATM.

    Portanto, a alternativa correta é que a mutação em ATM pode conferir algum benefício ao tratamento com inibidores de PARP, porém esse benefício é inferior ao observado em mutações de BRCA1/2.
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