Paciente de 58 anos com diagnóstico de carcinoma de células renais (CCR) de h...

Paciente de 58 anos com diagnóstico de carcinoma de células renais (CCR) de histologia de células claras, metastático para pulmão e linfonodos retroperitoneais. De acordo com os critérios do


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Paciente de 58 anos com diagnóstico de carcinoma de células renais (CCR) de histologia de células claras, metastático para pulmão e linfonodos retroperitoneais. De acordo com os critérios do International Metastatic Renal Cell Carcinoma Database Consortium (IMDC), o paciente é classificado como de risco intermediário. Apresenta status funcional ECOG 1 e função orgânica preservada.
Qual das seguintes estratégias terapêuticas de primeira linha é sustentada pelas evidências mais robustas de ganho em sobrevida global e taxa de resposta para este perfil de risco?
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    23/09/2026 • 01:01
    Vamos começar entendendo um pouco sobre o câncer de células renais (CCR), especificamente o carcinoma de células claras, que é a forma mais comum dessa doença. Quando o CCR está metastático, ou seja, se espalhou para outros órgãos, o tratamento é mais complexo e depende da avaliação do risco do paciente, feita aqui pelo critério IMDC (International Metastatic Renal Cell Carcinoma Database Consortium). Esse critério classifica o risco em categorias como baixo, intermediário e alto, e cada uma delas tem opções de tratamento específicas que trazem benefício comprovado em estudos clínicos.

    No caso apresentado, o paciente é de risco intermediário segundo o IMDC, com bom status funcional (ECOG 1) e função orgânica preservada, o que é importante para tolerar as terapias. Em relação às opções para primeira linha no CCR metastático, várias drogas-alvo e imunoterapias são usadas atualmente, e diversos ensaios clínicos mostraram resultados diferentes em termos de sobrevida global e taxa de resposta.

    A cisplatina com gemcitabina, opção a), é mais utilizada em câncer de bexiga, e não é indicada para CCR. O sunitinibe, opção b), foi durante muito tempo o padrão-ouro para CCR metastático, especialmente para pacientes de risco favorable ou intermediário, pois é um inibidor da tirosina quinase, mas atualmente há opções que mostraram vantagem comparativa em termos de eficácia.

    O lenvatinibe com everolimo, opção c), é uma combinação que também pode ser usada, mas os dados mais robustos e recentes indicam combinações que envolvem imunoterapia para aumentar a resposta e a sobrevida.

    Finalmente, o nivolumabe (um inibidor de PD-1, imunoterapia) associado ao cabozantinibe (inibidor de tirosina quinase) tem se mostrado em diversos estudos, como o CheckMate 9ER, uma terapia de primeira linha que proporciona ganhos significativos em sobrevida global e taxa de resposta para pacientes com CCR metastático de risco intermediário, além de ser bem tolerada.

    Portanto, a alternativa correta, que reflete as evidências mais robustas para esse perfil de paciente, é a d) nivolumabe associado a cabozantinibe.
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