Ingrid Nunes
EQUIPE
23/09/2026 • 01:01
Vamos analisar o quadro desse paciente antes de pensar na conduta. Ele tem insuficiência cardíaca crônica grave, com fração de ejeção muito baixa (22%), e chegou em choque cardiogênico, o que significa que o coração não está bombeando sangue suficiente para os órgãos. Os sinais são pressão arterial muito baixa (PA 76/48), débito urinário reduzido, lactato elevado (indicando má perfusão), e congestão pulmonar pelo exame ultrassonográfico dos pulmões. O ecocardiograma mostra uma fração de ejeção muito baixa e um VTI (velocidade tempo integral) de só 8 cm, que indica baixo débito cardíaco.
A gasometria mostra acidose respiratória (pCO2 alta), baixa oxigenação (pO2 baixa) mesmo com alto suporte de oxigênio, o que indica insuficiência respiratória associada.
Agora, qual a conduta recomendada pela diretriz da ESC 2023 para choque cardiogênico?
A alternativa (a) sugere administração rápida de grande volume de cristaloide para tentar aumentar o VTI acima de 12 cm presumindo hipovolemia. No entanto, o paciente tem sinais evidentes de congestão pulmonar grave e pressão venosa central elevada (PVC 18 mmHg), o que indica que volume não é o problema e a expansão volumétrica pode piorar a congestão pulmonar e a função respiratória.
A alternativa (b) indica usar furosemida em altas doses antes de inotrópicos ou vasopressores. Embora o alívio da congestão seja importante, no choque cardiogênico a prioridade é manter o débito cardíaco e pressão arterial adequados para perfusão dos órgãos. O uso precoce apenas de diurético pode agravar a hipotensão e má perfusão.
A alternativa (c) propõe iniciar inotrópicos (como dobutamina ou milrinona) para aumentar o débito cardíaco e associar norepinefrina para manter a pressão arterial média acima de 65 mmHg, com avaliação de suporte mecânico se não houver resposta. Esta conduta está alinhada às diretrizes pois visa corrigir a baixa perfusão do choque cardiogênico tratando o baixo débito e mantendo a pressão arterial ao mesmo tempo.
A alternativa (d) fala em iniciar nitroprussiato para redução da pós-carga mesmo com pressão arterial baixa, o que é contraindicado pois o nitroprussiato pode causar queda da pressão arterial, agravando o choque.
Portanto, a conduta inicial correta é a (c), que acompanha as recomendações atuais para choque cardiogênico: suporte inotrópico combinado com vasopressor, foco em melhorar o débito e a perfusão tecidual.
A gasometria mostra acidose respiratória (pCO2 alta), baixa oxigenação (pO2 baixa) mesmo com alto suporte de oxigênio, o que indica insuficiência respiratória associada.
Agora, qual a conduta recomendada pela diretriz da ESC 2023 para choque cardiogênico?
A alternativa (a) sugere administração rápida de grande volume de cristaloide para tentar aumentar o VTI acima de 12 cm presumindo hipovolemia. No entanto, o paciente tem sinais evidentes de congestão pulmonar grave e pressão venosa central elevada (PVC 18 mmHg), o que indica que volume não é o problema e a expansão volumétrica pode piorar a congestão pulmonar e a função respiratória.
A alternativa (b) indica usar furosemida em altas doses antes de inotrópicos ou vasopressores. Embora o alívio da congestão seja importante, no choque cardiogênico a prioridade é manter o débito cardíaco e pressão arterial adequados para perfusão dos órgãos. O uso precoce apenas de diurético pode agravar a hipotensão e má perfusão.
A alternativa (c) propõe iniciar inotrópicos (como dobutamina ou milrinona) para aumentar o débito cardíaco e associar norepinefrina para manter a pressão arterial média acima de 65 mmHg, com avaliação de suporte mecânico se não houver resposta. Esta conduta está alinhada às diretrizes pois visa corrigir a baixa perfusão do choque cardiogênico tratando o baixo débito e mantendo a pressão arterial ao mesmo tempo.
A alternativa (d) fala em iniciar nitroprussiato para redução da pós-carga mesmo com pressão arterial baixa, o que é contraindicado pois o nitroprussiato pode causar queda da pressão arterial, agravando o choque.
Portanto, a conduta inicial correta é a (c), que acompanha as recomendações atuais para choque cardiogênico: suporte inotrópico combinado com vasopressor, foco em melhorar o débito e a perfusão tecidual.