Paciente masculino, 72 anos, apresenta dispneia progressiva (classe III) e sí...

Paciente masculino, 72 anos, apresenta dispneia progressiva (classe III) e síncope aos esforços. Ecocardiograma mostra estenose aórtica grave com: ● Vmax = 5,2 m/s ● Gradiente médio = 6...


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Paciente masculino, 72 anos, apresenta dispneia progressiva (classe III) e síncope aos esforços. Ecocardiograma mostra estenose aórtica grave com:
● Vmax = 5,2 m/s
● Gradiente médio = 63 mmHg
● Área valvar aórtica = 0,65 cm²
● FEVE = 41%
● SVI (volume sistólico indexado) = 28 mL/m²
● Fração de ejeção do VE reduzida com strain longitudinal global = –12%
AngioTC para TAVI:
● Ânulo ovalado 27 × 23mm
● Altura dos óstios coronários: 9mm (ESQ) e 10mm (DIR)
● Score de calcificação aórtica = Agatston 4200
O paciente tem comorbidades significativas (fragilidade moderada e DPOC Gold 3). Com base nas 2025 ESC/EACTS Guidelines for Valvular Heart Disease, qual é a estratégia mais indicada?
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    23/09/2026 • 01:01
    Essa questão trata do manejo da estenose aórtica grave com fração de ejeção reduzida, um tema muito importante nas diretrizes internacionais de valvopatias da ESC/EACTS atualizadas para 2025. A estenose aórtica grave é caracterizada por área valvar menor que 1 cm² (aqui está 0,65 cm²), gradiente médio acima de 40 mmHg (aqui está 63 mmHg) e velocidade máxima acima de 4 m/s (aqui 5,2 m/s). O paciente tem dispneia classe III e síncope, sintomas graves indicativos de intervenção.

    Além disso, ele apresenta fração de ejeção do ventrículo esquerdo reduzida (41%), indicando disfunção ventricular. A clinica e os exames confirmam estenose grave de alto gradiente com FEVE baixa. O índice volume sistólico está baixo (28 mL/m²), o que indica baixo débito e confirma que não é um caso de estenose com baixo gradiente e fração de ejeção preservada, mas de baixo débito.

    Quanto à escolha do tratamento, as diretrizes recomendam que pacientes idosos com comorbidades significativas (como DPOC GOLD 3 e fragilidade moderada) e anatomia favorável para TAVI sejam encaminhados principalmente para a terapia percutânea, pois apresentam maior risco com cirurgia convencional.

    Na questão, o ânulo tem um formato ovalado, altura dos óstios coronários relativamente baixa (9 e 10mm), e alta calcificação (Agatston 4200), todos fatores que influenciam na avaliação para TAVI, mas não contraindicam diretamente o procedimento, apenas exigem cuidados técnicos. Dado o risco cirúrgico elevado e a presença dos critérios favoráveis para TAVI, a recomendação mais alinhada com as diretrizes 2025 é a indicação de TAVI.

    As outras alternativas estão incorretas: a opção A preconiza cirurgia apesar do risco aumentado; a C nega indicação de intervenção, o que é errôneo pois o paciente tem clara estenose grave sintomática; a D sugere dobutamina-eco para diferenciar pseudograve, mas isso é indicado quando há baixo fluxo e baixo gradiente com fração de ejeção baixa e área entre 0,6 e 1,0, e gradiente médio baixo (<40 mmHg), o que não é o caso aqui (gradiente médio está elevado).

    Portanto, a resposta correta é que a indicação mais apropriada segundo as novas recomendações é a realização de TAVI devido ao risco cirúrgico aumentado e anatomia favorável.
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