Homem de 63 anos portador de valva mitral biológica implantada há 4 anos. Apr...

Homem de 63 anos portador de valva mitral biológica implantada há 4 anos. Apresenta febre persistente e perda ponderal. Hemoculturas: S. aureus meticilino-s...


publicidade
Homem de 63 anos portador de valva mitral biológica implantada há 4 anos. Apresenta febre persistente e perda ponderal. Hemoculturas: S. aureus meticilino-sensível. ECOTT: vegetação móvel em prótese de 17 mm, perfuração de cúspide e jato de refluxo excentrico.TC cardíaca multicorte: abscesso perivalvar 9 mm. PET-CT: captação focal intensa (SUV máx 8,4) no anel protético. Apresenta AVC isquêmico leve há 36 h, NIHSS 2.
Qual a conduta segundo a ESC 2023 Endocarditis Guidelines?
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    23/09/2026 • 01:01
    Esta questão aborda a conduta terapêutica em endocardite infecciosa protética complicada, um tema crítico na cardiologia e infectologia. O paciente tem uma valva mitral biológica com sinais claros de endocardite: febre persistente, hemoculturas positivas para Staphylococcus aureus sensível à meticilina, evidência de vegetação grande na prótese, perfuração valvar, abscesso perivalvar e um AVC isquêmico recente, tudo isso indicando um quadro grave e de alto risco.

    Segundo as Diretrizes da ESC 2023 sobre Endocardite, a presença de abscesso perivalvar, vegetação móvel grande (>10 mm), e complicações estruturais como perfuração e refluxo grave, são indicações claras para cirurgia precoce, isso pode ocorrer mesmo na presença de evento neurológico isquêmico recente, desde que não haja hemorragia cerebral. Adiar a cirurgia devido ao AVC isquêmico poderia aumentar o risco de complicações, como progressão do abscesso ou embolia.

    Assim, não se indica tratamento apenas conservador por 6 semanas (alternativa a), nem o adiamento da cirurgia por 4 semanas (alternativa b) diante dessas complicações. A alternativa d está incorreta porque a ausência de insuficiência cardíaca descompensada não contraindica cirurgia se houver outras indicações claras, como abscesso e risco estrutural.

    Portanto, a conduta correta é a cirurgia precoce (<7 dias) devido à gravidade da infecção e risco estrutural, mesmo com o AVC isquêmico recente, conforme a alternativa c.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.