Equipe Gabarite
EQUIPE
23/09/2026 • 01:01
Essa questão aborda uma situação clínica comum em cardiologia voltada para pacientes com insuficiência cardíaca e dissincronia ventricular, um tema fundamental para entender quando e como indicar dispositivos para terapia de ressincronização cardíaca (CRT).
Basicamente, temos um paciente com cardiomiopatia dilatada, fração de ejeção baixa (FEVE 28%), que é um dos principais critérios para considerar CRT, especialmente quando associada a bloqueio de ramo esquerdo (BRE) com QRS prolongado (>150 ms) e dissincronia evidenciada no ecocardiograma.
O Holter mostrou TVNS (taquicardia ventricular não sustentada) com poucos episódios, elevando um pouco o risco arrítmico, e o BNP elevado é indicativo de pior prognóstico. A questão do uso da estimulação fisiológica (His-bundle pacing e LBBP) é um tema emergente: embora tenha vantagens, as diretrizes atuais ainda recomendam a CRT convencional em pacientes com FEVE <35% e bloqueio de ramo largo com morfologia típica de BRE, considerando substituições com estimulação fisiológica como alternativas ou complementares, mas não como substitutos absolutos.
Vamos analisar as alternativas:
a) Implante automático de CRT-D sem avaliar o risco individual não é recomendado, pois além dos critérios de FEVE e QRS, deve-se considerar estratificação de risco para terapia com desfibrilador.
b) Indicar CRT (ressincronização biventricular) com avaliação da necessidade de CRT-D baseada no risco é o mais alinhado com as diretrizes. O fato de ele ter etiologia não isquêmica e episódios de TVNS faz pensar na CRT-D, mas a decisão deve ser individualizada.
c) Estimulação fisiológica não substitui totalmente a CRT, ainda que seja promissora, as diretrizes não apontam substituição total no cenário atual.
d) Adiar CRT por 6 a 12 meses nesse paciente não é indicado devido à FEVE muito baixa, BRE largo, e dissincronia, além do quadro clínico já tratado otimizadamente.
Portanto, a alternativa mais correta e que segue a recomendação atual é a b), ou seja, indicar CRT com avaliação para CRT-D conforme risco arrítmico.
Basicamente, temos um paciente com cardiomiopatia dilatada, fração de ejeção baixa (FEVE 28%), que é um dos principais critérios para considerar CRT, especialmente quando associada a bloqueio de ramo esquerdo (BRE) com QRS prolongado (>150 ms) e dissincronia evidenciada no ecocardiograma.
O Holter mostrou TVNS (taquicardia ventricular não sustentada) com poucos episódios, elevando um pouco o risco arrítmico, e o BNP elevado é indicativo de pior prognóstico. A questão do uso da estimulação fisiológica (His-bundle pacing e LBBP) é um tema emergente: embora tenha vantagens, as diretrizes atuais ainda recomendam a CRT convencional em pacientes com FEVE <35% e bloqueio de ramo largo com morfologia típica de BRE, considerando substituições com estimulação fisiológica como alternativas ou complementares, mas não como substitutos absolutos.
Vamos analisar as alternativas:
a) Implante automático de CRT-D sem avaliar o risco individual não é recomendado, pois além dos critérios de FEVE e QRS, deve-se considerar estratificação de risco para terapia com desfibrilador.
b) Indicar CRT (ressincronização biventricular) com avaliação da necessidade de CRT-D baseada no risco é o mais alinhado com as diretrizes. O fato de ele ter etiologia não isquêmica e episódios de TVNS faz pensar na CRT-D, mas a decisão deve ser individualizada.
c) Estimulação fisiológica não substitui totalmente a CRT, ainda que seja promissora, as diretrizes não apontam substituição total no cenário atual.
d) Adiar CRT por 6 a 12 meses nesse paciente não é indicado devido à FEVE muito baixa, BRE largo, e dissincronia, além do quadro clínico já tratado otimizadamente.
Portanto, a alternativa mais correta e que segue a recomendação atual é a b), ou seja, indicar CRT com avaliação para CRT-D conforme risco arrítmico.