David Castilho
EQUIPE
23/09/2026 • 01:01
Vamos começar entendendo o cenário clínico desta paciente: ela tem 67 anos, angina estável funcional classe CCS II (sintomas moderados), fração de ejeção 48% (ligeiramente reduzida), e um exame de AngioTC coronariana que mostra estenose significativa (72%) na artéria descendente anterior proximal. Além disso, o FFR-CT é 0,74, o que indica isquemia funcional significativa, já que valores ≤0,80 sugerem fluxo coronariano comprometido. O escore de cálcio da paciente é alto (780), indicando doença aterosclerótica avançada, mas a ressonância magnética não mostra fibrose miocárdica, sugerindo ainda uma boa viabilidade do músculo cardíaco.
De acordo com as diretrizes da ESC 2024 sobre angina estável (CCS), em casos de isquemia funcional confirmada por FFR-CT ≤ 0,80, a conduta padrão é indicar cateterismo para confirmação invasiva e planejamento de revascularização, geralmente por angioplastia, se indicada. Isto porque o FFR-CT é uma ferramenta não invasiva validada que orienta a necessidade de intervenção. Apenas otimizar a terapia médica antianginosa (opção a) não é suficiente diante da evidência objetiva de isquemia. Repetir AngioTC em 6 meses (opção c) não faz sentido, pois já temos dados funcionais importantes com o FFR-CT. E encaminhar direto para cirurgia (CRM) só baseado no cálcio alto não é conduta padrão; neste caso, a decisão depende da anatomia coronariana e sintomas, não só do escore de cálcio (opção d). Portanto, a melhor conduta é a opção b.
Gabarito: b
De acordo com as diretrizes da ESC 2024 sobre angina estável (CCS), em casos de isquemia funcional confirmada por FFR-CT ≤ 0,80, a conduta padrão é indicar cateterismo para confirmação invasiva e planejamento de revascularização, geralmente por angioplastia, se indicada. Isto porque o FFR-CT é uma ferramenta não invasiva validada que orienta a necessidade de intervenção. Apenas otimizar a terapia médica antianginosa (opção a) não é suficiente diante da evidência objetiva de isquemia. Repetir AngioTC em 6 meses (opção c) não faz sentido, pois já temos dados funcionais importantes com o FFR-CT. E encaminhar direto para cirurgia (CRM) só baseado no cálcio alto não é conduta padrão; neste caso, a decisão depende da anatomia coronariana e sintomas, não só do escore de cálcio (opção d). Portanto, a melhor conduta é a opção b.
Gabarito: b