Militar de 49 anos, IAM com supra ST ínfero-posterior, com início dos sintoma...

Militar de 49 anos, IAM com supra ST ínfero-posterior, com início dos sintomas há 45 min. Base aérea sem hemodinâmica disponível. ECG: supra 2mm em DII, DIII, aVF e infra em V1–V3. PA 118/72, FC 92...


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Militar de 49 anos, IAM com supra ST ínfero-posterior, com início dos sintomas há 45 min. Base aérea sem hemodinâmica disponível. ECG: supra 2mm em DII, DIII, aVF e infra em V1–V3. PA 118/72, FC 92, sem sinais de IC. Segundo diretrizes, qual deve ser a conduta imediata?
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    23/09/2026 • 00:02
    Quando analisamos um caso de Infarto Agudo do Miocárdio com supra de ST (IAM com supra de ST), o tempo para reperfusão do tecido cardíaco é crucial para melhorar o prognóstico. Aqui, o paciente apresenta sinais de infarto ínfero-posterior (supra ST nas derivações DII, DIII, aVF e infra ST em V1–V3) com início dos sintomas há 45 minutos, ou seja, ainda dentro da janela ideal para intervenção.
    Como a base aérea não dispõe de hemodinâmica, ou seja, não tem como realizar angioplastia imediata (procedimento invasivo que é a melhor abordagem, se possível em até 90 minutos), a prioridade é iniciar a reperfusão o quanto antes para minimizar o tempo de isquemia.
    Segundo as diretrizes atuais, quando a angioplastia primária não está imediatamente disponível e o tempo até esta é muito longo (superior a 120 minutos desde o primeiro contato médico), a indicação é realizar fibrinólise (trombólise) imediatamente, desde que não existam contraindicações. Após isso, o paciente deve ser transferido para um centro com hemodinâmica para intervenção adicional se necessário (estratégia fármaco-invasiva).
    Portanto, a conduta mais adequada aqui é a trombólise imediata com transferência subsequente para hemodinâmica, ou seja, a alternativa c.
    As outras opções não são corretas porque aguardar transporte sem reperfusão imediata aumenta a mortalidade (a), fazer só dupla antiagregação sem trombólise não é suficiente (b), e contraindicar trombólise por risco de reinfarto posterior não condiz com as orientações (d).
    Gabarito: c.
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