Matheus Fernandes
EQUIPE
23/09/2026 • 00:02
Vamos analisar esta questão que aborda um caso clássico de miocardite viral. Miocardite é a inflamação do músculo cardíaco, geralmente causada por infecções virais, como o enterovírus, que infectou o paciente aqui. Os sintomas comuns incluem dor torácica, febre e alterações no eletrocardiograma, como o supradesnivelamento difuso do segmento ST, e a elevação da troponina indica lesão miocárdica.
A ressonância magnética confirmando o edema e o realce tardio mesocárdico ajuda no diagnóstico e na avaliação da função ventricular (FEVE reduzida a 46%, ou seja, leve a moderada disfunção). A PCR elevada indica um quadro inflamatório ativo.
Agora, sobre as condutas terapêuticas: a diretriz atual para miocardite viral é basicamente suporte clínico - repouso, controle dos sintomas e uso de medicações que protejam o coração, como inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e beta-bloqueadores, se a função ventricular estiver reduzida. Corticoterapia não é rotineiramente recomendada na miocardite viral, pois não há evidência clara de benefício e imunossupressão deve ficar restrita a casos com comprovação de etiologia autoimune.
Quanto a CDI, não é indicado preventivamente sem critérios claros, e anticoagulação plena também não é padrão a menos que existam trombos ou outras indicações específicas.
Portanto, a opção que melhor reflete as diretrizes atuais é a letra b: terapia de suporte, repouso, evitar AINEs, e considerar IECA/b-bloqueador conforme FEVE; imunossupressão só em formas autoimunes comprovadas.
Gabarito: b
A ressonância magnética confirmando o edema e o realce tardio mesocárdico ajuda no diagnóstico e na avaliação da função ventricular (FEVE reduzida a 46%, ou seja, leve a moderada disfunção). A PCR elevada indica um quadro inflamatório ativo.
Agora, sobre as condutas terapêuticas: a diretriz atual para miocardite viral é basicamente suporte clínico - repouso, controle dos sintomas e uso de medicações que protejam o coração, como inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e beta-bloqueadores, se a função ventricular estiver reduzida. Corticoterapia não é rotineiramente recomendada na miocardite viral, pois não há evidência clara de benefício e imunossupressão deve ficar restrita a casos com comprovação de etiologia autoimune.
Quanto a CDI, não é indicado preventivamente sem critérios claros, e anticoagulação plena também não é padrão a menos que existam trombos ou outras indicações específicas.
Portanto, a opção que melhor reflete as diretrizes atuais é a letra b: terapia de suporte, repouso, evitar AINEs, e considerar IECA/b-bloqueador conforme FEVE; imunossupressão só em formas autoimunes comprovadas.
Gabarito: b