Homem de 58 anos, chega à emergência com dor torácica pleurítica intensa há 3...

Homem de 58 anos, chega à emergência com dor torácica pleurítica intensa há 36 horas, febre 38,3°C e dispneia leve. ECG: supra difuso de ST e PR abaixo da linha de base de V2–V6, com concavidade su...


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Homem de 58 anos, chega à emergência com dor torácica pleurítica intensa há 36 horas, febre 38,3°C e dispneia leve. ECG: supra difuso de ST e PR abaixo da linha de base de V2–V6, com concavidade superior. RX de tórax sem derrame pleural. ECO: derrame pericárdico posterior moderado (espessura máxima 12 mm) e colapso diastólico precoce; pressão venosa jugular elevada; pressão arterial 96/58 mmHg; frequência cardíaca 118 bpm. Laboratório: PCR 24 mg/L, leucócitos 14.500/μL. Não há história de trauma ou cirurgia. Considerando os achados descritos, qual é a conduta mais apropriada e imediata?
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    23/09/2026 • 00:02
    Essa questão trata de um quadro típico de pericardite aguda, onde temos uma dor torácica pleurítica, febre, e sinais eletrocardiográficos sugestivos de pericardite (supra de ST difuso com concavidade superior e PR abaixo da linha de base), associados a um derrame pericárdico moderado com sinais de tamponamento (colapso diastólico precoce, pressão venosa jugular elevada, hipotensão e taquicardia).

    Pericardite com derrame pericárdico e sinais clínicos de tamponamento representa uma emergência médica, pois o derrame está comprometendo o enchimento do coração e pode evoluir para choque cardiogênico se não tratado rapidamente. A conduta imediata, segundo a literatura e protocolos médicos, é realizar pericardiocentese (drenagem do líquido pericárdico) para aliviar a pressão no coração. Além disso, deve-se investigar etiologias infecciosas, o que justifica enviar líquido para cultura e análise bioquímica. O manejo com antibióticos empíricos de amplo espectro é indicado pelo risco de etiologia infecciosa e pela gravidade do quadro.

    As outras alternativas apresentam condutas inadequadas para o cenário de tamponamento: o uso isolado de anti-inflamatórios (colchicina, AINEs, ou corticoides) sem drenagem imediata é insuficiente e perigoso, exatamente porque há necessidade urgente de alívio da pressão sobre o coração.

    Portanto, a conduta mais adequada e imediata é a pericardiocentese guiada por ecocardiografia, logo indicada na alternativa b).
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