David Castilho
EQUIPE
23/09/2026 • 00:02
Essa questão aborda o manejo clínico de uma gestante com cardiomiopatia periparto e fração de ejeção reduzida, um tema delicado que exige conhecimento sobre cardiologia e segurança medicamentosa na gravidez.
Primeiro, é importante entender que a cardiomiopatia periparto é uma condição que pode causar insuficiência cardíaca em mulheres próximas ao final da gestação ou logo após o parto. O tratamento visa otimizar a função cardíaca da mãe sem causar danos ao feto.
Os inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), como o enalapril, são eficazes na insuficiência cardíaca em geral, mas são contraindicados durante a gravidez, especialmente no segundo e terceiro trimestres, por risco de malformações fetais e complicações renais no feto. Já os betabloqueadores, como o carvedilol, são geralmente considerados seguros e recomendados durante a gestação para controle da função cardíaca. Diuréticos podem ser usados com cautela para controle de sintomas de congestão, mas devem ser avaliados individualmente.
O uso de sacubitril/valsartana (ARNI) também não é recomendado na gravidez pela falta de dados sobre segurança e possível risco fetal. Suspender todos os fármacos cardíacos, por sua vez, não é aconselhável, pois isso pode colocar a mãe em risco grave, afetando também a saúde do bebê.
Portanto, a conduta mais segura e adequada para a paciente é suspender imediatamente o enalapril devido ao risco fetal, manter o betabloqueador se bem tolerado e considerar diurético de alça conforme necessidade clínica, além de acompanhamento multidisciplinar materno-fetal.
Gabarito: letra b.
Primeiro, é importante entender que a cardiomiopatia periparto é uma condição que pode causar insuficiência cardíaca em mulheres próximas ao final da gestação ou logo após o parto. O tratamento visa otimizar a função cardíaca da mãe sem causar danos ao feto.
Os inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), como o enalapril, são eficazes na insuficiência cardíaca em geral, mas são contraindicados durante a gravidez, especialmente no segundo e terceiro trimestres, por risco de malformações fetais e complicações renais no feto. Já os betabloqueadores, como o carvedilol, são geralmente considerados seguros e recomendados durante a gestação para controle da função cardíaca. Diuréticos podem ser usados com cautela para controle de sintomas de congestão, mas devem ser avaliados individualmente.
O uso de sacubitril/valsartana (ARNI) também não é recomendado na gravidez pela falta de dados sobre segurança e possível risco fetal. Suspender todos os fármacos cardíacos, por sua vez, não é aconselhável, pois isso pode colocar a mãe em risco grave, afetando também a saúde do bebê.
Portanto, a conduta mais segura e adequada para a paciente é suspender imediatamente o enalapril devido ao risco fetal, manter o betabloqueador se bem tolerado e considerar diurético de alça conforme necessidade clínica, além de acompanhamento multidisciplinar materno-fetal.
Gabarito: letra b.