Mulher de 34 anos, G2P1, 28 semanas de gestação, passado de cardiomiopatia pe...

Mulher de 34 anos, G2P1, 28 semanas de gestação, passado de cardiomiopatia periparto (em parto anterior) com FEVE prévia 38% (recuperação parcial: FEVE atual 45%). Atualmente, queixa-se de piora da...


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Mulher de 34 anos, G2P1, 28 semanas de gestação, passado de cardiomiopatia periparto (em parto anterior) com FEVE prévia 38% (recuperação parcial: FEVE atual 45%). Atualmente, queixa-se de piora da dispneia. PA 110/68 mmHg, FC 92 bpm, edema +/4, saturação 98% em ar ambiente. ECO atual: FEVE 42%, ausência de trombo intracavitário. Em uso de carvedilol e enalapril em baixa dose desde pré-gestação. Considerando a segurança materno/fetal, qual a conduta mais adequada neste momento da gestação?
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    23/09/2026 • 00:02
    Essa questão aborda o manejo clínico de uma gestante com cardiomiopatia periparto e fração de ejeção reduzida, um tema delicado que exige conhecimento sobre cardiologia e segurança medicamentosa na gravidez.

    Primeiro, é importante entender que a cardiomiopatia periparto é uma condição que pode causar insuficiência cardíaca em mulheres próximas ao final da gestação ou logo após o parto. O tratamento visa otimizar a função cardíaca da mãe sem causar danos ao feto.

    Os inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), como o enalapril, são eficazes na insuficiência cardíaca em geral, mas são contraindicados durante a gravidez, especialmente no segundo e terceiro trimestres, por risco de malformações fetais e complicações renais no feto. Já os betabloqueadores, como o carvedilol, são geralmente considerados seguros e recomendados durante a gestação para controle da função cardíaca. Diuréticos podem ser usados com cautela para controle de sintomas de congestão, mas devem ser avaliados individualmente.

    O uso de sacubitril/valsartana (ARNI) também não é recomendado na gravidez pela falta de dados sobre segurança e possível risco fetal. Suspender todos os fármacos cardíacos, por sua vez, não é aconselhável, pois isso pode colocar a mãe em risco grave, afetando também a saúde do bebê.

    Portanto, a conduta mais segura e adequada para a paciente é suspender imediatamente o enalapril devido ao risco fetal, manter o betabloqueador se bem tolerado e considerar diurético de alça conforme necessidade clínica, além de acompanhamento multidisciplinar materno-fetal.

    Gabarito: letra b.
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