Homem de 56 anos, obeso (IMC: 34), DM2, apresenta PA em consultório 162/98 mm...

Homem de 56 anos, obeso (IMC: 34), DM2, apresenta PA em consultório 162/98 mmHg após três leituras distintas em diferentes dias. Exames: creatinina 1,4 mg/dL (TFG estimada 60 mL/min/1,73m²), potáss...


publicidade
Homem de 56 anos, obeso (IMC: 34), DM2, apresenta PA em consultório 162/98 mmHg após três leituras distintas em diferentes dias. Exames: creatinina 1,4 mg/dL (TFG estimada 60 mL/min/1,73m²), potássio 4,2 mEq/L. ECG com sinal de hipertrofia ventricular esquerda. Ele está em uso de metformina estatina. Qual a estratégia terapêutica inicial mais apropriada segundo diretrizes atuais?
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    23/09/2026 • 00:02
    Vamos conversar sobre o manejo da hipertensão arterial em pacientes com diabetes tipo 2 e com fatores de risco adicionais, como obesidade e sinais de lesão em órgão-alvo, no caso a hipertrofia ventricular esquerda detectada no ECG.

    Pacientes com diabetes possuem um risco cardiovascular aumentado e, por isso, diretrizes atuais recomendam iniciar o tratamento anti-hipertensivo de forma mais agressiva. A pressão arterial acima de 140/90 mmHg em um paciente diabético já justifica o início do tratamento medicamentoso, especialmente se há evidência de lesão em órgão-alvo, como a hipertrofia ventricular esquerda, que é um sinal de dano cardíaco.

    Além disso, a função renal mostra-se um pouco reduzida, com TFG estimada em torno de 60 mL/min, e isso reforça a necessidade de controle rigoroso da pressão para evitar progressão da doença renal.

    Estudos e diretrizes recomendam, portanto, iniciar a terapia combinada, geralmente com um inibidor do sistema renina-angiotensina (como IECA ou BRA) associado a um diurético tiazídico ou bloqueador dos canais de cálcio. Essa terapia em dose fixa favorece maior controle da pressão arterial e melhor adesão.

    Alternativas como apenas mudanças no estilo de vida antes de iniciar o medicamento não são suficientes em pacientes com hipertensão estágio 2 e diabetes. Monoterapia também não é adequada nessa situação inicial, pois a combinação hipertensão + diabetes + dano em órgão-alvo exige maior eficácia do tratamento desde o começo.

    O uso isolado de betabloqueador (propranolol) não é a primeira escolha, especialmente sem indicação clara de cardiopatia isquêmica, e betabloqueadores não são preferenciais para controle inicial dessa hipertensão associada a diabetes.

    Portanto, o melhor caminho, conforme as diretrizes atuais, é iniciar terapia combinada com IECA ou BRA mais diurético tiazídico ou bloqueador de cálcio, visando pressão arterial menor que 130/80 mmHg.

    Gabarito correto: letra b.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.