Equipe Gabarite
EQUIPE
23/09/2026 • 00:02
Este caso descreve uma mulher jovem no pós-parto recente com sinais clássicos de tromboembolismo pulmonar (TEP) grave: dor pleurítica súbita, taquicardia rápida, hipotensão, baixa saturação e sinais no ECG e ecocardiograma que indicam sobrecarga do ventrículo direito. O escore de Wells clínico muito provável e D-dímero elevado reforçam o diagnóstico. O quadro clínico com instabilidade hemodinâmica sugere um TEP com choque, que é uma emergência médica. A conduta imediata em pacientes com TEP instável geralmente inclui a trombólise sistêmica para dissolver o trombo rapidamente. Porém, neste caso há um desafio importante: a paciente está no pós-parto recente, período em que o risco de hemorragia é muito alto especialmente após cesárea. Isso limita o uso de fibrinolíticos sistêmicos devido ao alto risco de sangramento grave. Portanto, a recomendação para pacientes com alto risco de sangramento que apresentam TEP com instabilidade hemodinâmica é preferir uma embolectomia (cirúrgica ou percutânea), que remove o trombo e evita o risco da trombólise sistêmica. A anticoagulação isolada não é suficiente para pacientes com choque e instabilidade. Assim, a alternativa correta é aquela que indica embolectomia como primeira escolha, evitando trombólise sistêmica e priorizando a segurança frente ao risco hemorrágico no pós-parto. A opção correta é a letra c).