David Castilho
EQUIPE
23/09/2026 • 00:02
Essa questão aborda um caso clínico envolvendo diplopia em uma paciente com histórico de diabetes mellitus e hipertireoidismo, com características específicas no exame físico. A diplopia, ou visão dupla, pode resultar de problemas na musculatura ocular, nervos que controlam esses músculos ou estruturas orbitárias.
O desvio do olho esquerdo para baixo e para fora indica uma paralisia do músculo elevador e adutor do olho, sugerindo comprometimento do nervo oculomotor (III par craniano). A possibilidade do globo ocular ser movimentado passivamente para cima e medialmente indica que a musculatura não está contraída, reforçando a hipótese de paralisia do nervo oculomotor. O reflexo pupilar fotomotor preservado sugere que as fibras parassimpáticas do nervo oculomotor não foram comprometidas, o que é típico na neuropatia diabética, onde geralmente as fibras periféricas (responsáveis pela motricidade) são afetadas primeiro, poupando as fibras pupilares.
A paciente tem diabetes mellitus, que é uma causa comum de neuropatia isquêmica do nervo oculomotor, causando diplopia aguda e dor orbitária. Outras opções, como hipertireoidismo, podem causar oftalmopatia, mas geralmente não apresentam esse padrão de paralisia do nervo oculomotor sem envolvimento pupilar tão típico e sintomas específicos. Infecção orbitária e pseudotumor orbitário costumam apresentar sinais inflamatórios mais evidentes e progressão diferente. Aneurisma cerebral pode causar paralisia do 3º nervo, mas geralmente o envolvimento pupilar ocorre e a apresentação clínica é diferente.
Portanto, a etiologia mais provável para a diplopia dessa paciente é a neuropatia isquêmica do nervo oculomotor secundária ao diabetes mellitus.
Gabarito: b
O desvio do olho esquerdo para baixo e para fora indica uma paralisia do músculo elevador e adutor do olho, sugerindo comprometimento do nervo oculomotor (III par craniano). A possibilidade do globo ocular ser movimentado passivamente para cima e medialmente indica que a musculatura não está contraída, reforçando a hipótese de paralisia do nervo oculomotor. O reflexo pupilar fotomotor preservado sugere que as fibras parassimpáticas do nervo oculomotor não foram comprometidas, o que é típico na neuropatia diabética, onde geralmente as fibras periféricas (responsáveis pela motricidade) são afetadas primeiro, poupando as fibras pupilares.
A paciente tem diabetes mellitus, que é uma causa comum de neuropatia isquêmica do nervo oculomotor, causando diplopia aguda e dor orbitária. Outras opções, como hipertireoidismo, podem causar oftalmopatia, mas geralmente não apresentam esse padrão de paralisia do nervo oculomotor sem envolvimento pupilar tão típico e sintomas específicos. Infecção orbitária e pseudotumor orbitário costumam apresentar sinais inflamatórios mais evidentes e progressão diferente. Aneurisma cerebral pode causar paralisia do 3º nervo, mas geralmente o envolvimento pupilar ocorre e a apresentação clínica é diferente.
Portanto, a etiologia mais provável para a diplopia dessa paciente é a neuropatia isquêmica do nervo oculomotor secundária ao diabetes mellitus.
Gabarito: b