Homem de 40 anos apresenta quadro de tosse e “queimação no peito” há cerca de...

Homem de 40 anos apresenta quadro de tosse e “queimação no peito” há cerca de 5 a 6 meses. A dor torácica é intermitente e não está relacionada às refeições. Os gatilhos para os sintomas incluem co...


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Homem de 40 anos apresenta quadro de tosse e “queimação no peito” há cerca de 5 a 6 meses. A dor torácica é intermitente e não está relacionada às refeições. Os gatilhos para os sintomas incluem consumo de álcool e deitar-se na cama. Ele não apresenta disfagia ou odinofagia. Refere que tentou carbonato de cálcio e ranitidina conforme necessário, com alívio mínimo dos sintomas. Não há tabagismo, perda de peso, fezes escuras ou com sangue. Ele não tem antecedentes de alergias sazonais, lacrimejamento ocular, espirros, dispneia ou diagnóstico prévio de asma. O histórico é significativo para hipertensão, que é controlada com losartana e anlodipino. O exame físico não apresenta alterações.

Constitui o próximo melhor passo no manejo desse paciente:
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    23/09/2026 • 00:02
    Vamos falar sobre uma situação clínica comum em gastroenterologia: sintomas que sugerem doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). O paciente apresenta tosse e queimação no peito crônica, sintomas típicos do refluxo ácido, especialmente porque pioram com álcool e ao deitar-se. Ele já tentou antiácidos e ranitidina (um bloqueador H2), com pouco efeito. Não há sinais de complicações ou dados que sugiram outras doenças, como disfagia (que poderia indicar esofagite grave ou motilidade alterada) ou sintomas alérgicos/respiratórios associados.

    Diante dessas informações, o objetivo do próximo passo é confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado para controlar os sintomas. Solicitar procedimentos invasivos como a endoscopia logo de início não é o ideal sem um teste terapêutico, exceto se houver sinais de alarme (como perda de peso ou disfagia) ou falha ao tratamento empírico. Pedir nível sérico de gastrina ou monitoramento do pH esofágico é indicado em situações específicas, mas não como primeira medida. Pesquisa de Helicobacter pylori não é relevante para sintomas predominantemente de refluxo.

    Um teste terapêutico com um inibidor da bomba de prótons, como o pantoprazol, é o método recomendado para confirmar o diagnóstico e aliviar os sintomas. Se o paciente responder bem, é diagnóstico presumido de DRGE. Caso contrário, aí sim pensar em outros exames específicos.

    Portanto, a melhor conduta inicial é iniciar o teste terapêutico com pantoprazol.
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