Paciente, 35 anos, com quadro de rinorreia amarelada e obstrução nasal à esqu...

Paciente, 35 anos, com quadro de rinorreia amarelada e obstrução nasal à esquerda, tosse e cacosmia há 6 meses, sem melhora após vários tratamentos com antibióticos. Tem nasofibroscopia com secreçã...


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Paciente, 35 anos, com quadro de rinorreia amarelada e obstrução nasal à esquerda, tosse e cacosmia há 6 meses, sem melhora após vários tratamentos com antibióticos. Tem nasofibroscopia com secreção purulenta em meato médio à esquerda e tomografia de seios paranasais com velamento e hiperostose de seio maxilar esquerdo sem erosão óssea, além de presença de conteúdo heterogêneo (calcificação) em seio maxilar esquerdo. Nega tabagismo, etilismo, quadro de atopia, doenças sistêmicas ou imunodeficiências.
Frente ao quadro clínico apresentado, qual a principal hipótese diagnóstica?
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    22/09/2026 • 23:01
    Vamos falar sobre doenças que afetam os seios paranasais, em especial as rinossinusites e suas variações. O paciente tem rinorreia amarelada, obstrução nasal unilateral, tosse e cacosmia, sintomas comuns em infecções dos seios da face. O fato de durar 6 meses sem melhora com antibióticos sugere algo mais crônico e/ou atípico.
    A nasofibroscopia mostrou secreção purulenta no meato médio, local comum de drenagem do seio maxilar, e a tomografia revela velamento (opacificação) e hiperostose do seio maxilar esquerdo, com presença de conteúdo heterogêneo que inclui calcificação. A ausência de erosão óssea chama atenção e ajuda a excluir alguns quadros agressivos.
    Vamos analisar as opções: rinossinusite fúngica alérgica geralmente apresenta polipose nasal bilateral e ocorre em pacientes atópicos, o que não é o caso aqui. Rinossinusite crônica com polipose nasal também tende a afetar ambos os lados e não costuma apresentar calcificações no interior do seio. Rinossinusite fúngica invasiva é uma condição grave, geralmente em imunodeprimidos, com destruição óssea, o que foi descartado. Carcinoma espinocelular causa erosão óssea e é mais frequente em tabagistas, o que o paciente não é.
    A bola fúngica (fungus ball ou aspergiloma do seio maxilar) aparece em tomografias como massa heterogênea com calcificações em paciente imunocompetente, geralmente unilateral, causando sintomas como obstrução e secreção crônica. É compatível com o quadro descrito.
    Dessa forma, a principal hipótese diagnóstica é a bola fúngica.
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