Marcos de Castro
EQUIPE
22/09/2026 • 23:01
Vamos falar sobre doenças que afetam os seios paranasais, em especial as rinossinusites e suas variações. O paciente tem rinorreia amarelada, obstrução nasal unilateral, tosse e cacosmia, sintomas comuns em infecções dos seios da face. O fato de durar 6 meses sem melhora com antibióticos sugere algo mais crônico e/ou atípico.
A nasofibroscopia mostrou secreção purulenta no meato médio, local comum de drenagem do seio maxilar, e a tomografia revela velamento (opacificação) e hiperostose do seio maxilar esquerdo, com presença de conteúdo heterogêneo que inclui calcificação. A ausência de erosão óssea chama atenção e ajuda a excluir alguns quadros agressivos.
Vamos analisar as opções: rinossinusite fúngica alérgica geralmente apresenta polipose nasal bilateral e ocorre em pacientes atópicos, o que não é o caso aqui. Rinossinusite crônica com polipose nasal também tende a afetar ambos os lados e não costuma apresentar calcificações no interior do seio. Rinossinusite fúngica invasiva é uma condição grave, geralmente em imunodeprimidos, com destruição óssea, o que foi descartado. Carcinoma espinocelular causa erosão óssea e é mais frequente em tabagistas, o que o paciente não é.
A bola fúngica (fungus ball ou aspergiloma do seio maxilar) aparece em tomografias como massa heterogênea com calcificações em paciente imunocompetente, geralmente unilateral, causando sintomas como obstrução e secreção crônica. É compatível com o quadro descrito.
Dessa forma, a principal hipótese diagnóstica é a bola fúngica.
A nasofibroscopia mostrou secreção purulenta no meato médio, local comum de drenagem do seio maxilar, e a tomografia revela velamento (opacificação) e hiperostose do seio maxilar esquerdo, com presença de conteúdo heterogêneo que inclui calcificação. A ausência de erosão óssea chama atenção e ajuda a excluir alguns quadros agressivos.
Vamos analisar as opções: rinossinusite fúngica alérgica geralmente apresenta polipose nasal bilateral e ocorre em pacientes atópicos, o que não é o caso aqui. Rinossinusite crônica com polipose nasal também tende a afetar ambos os lados e não costuma apresentar calcificações no interior do seio. Rinossinusite fúngica invasiva é uma condição grave, geralmente em imunodeprimidos, com destruição óssea, o que foi descartado. Carcinoma espinocelular causa erosão óssea e é mais frequente em tabagistas, o que o paciente não é.
A bola fúngica (fungus ball ou aspergiloma do seio maxilar) aparece em tomografias como massa heterogênea com calcificações em paciente imunocompetente, geralmente unilateral, causando sintomas como obstrução e secreção crônica. É compatível com o quadro descrito.
Dessa forma, a principal hipótese diagnóstica é a bola fúngica.