Equipe Gabarite
EQUIPE
22/09/2026 • 22:02
Essa questão trata de um paciente que usou anabolizantes por um longo período e parou, apresentando sintomas como ginecomastia, disfunção sexual e cansaço, além de baixa testosterona e níveis baixos de LH e FSH. Isso indica que houve uma supressão do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal devido ao uso crônico dos esteroides, o que é comum, causando hipogonadismo secundário.
Nessas situações, a escolha do tratamento deve focar na recuperação do eixo hormonal endógeno, e é aqui que entram os moduladores seletivos do receptor de estrogênio, como o clomifeno. O clomifeno age bloqueando os receptores estrogênicos no hipotálamo, levando a um aumento da secreção de GnRH e, consequentemente, do LH e FSH, que estimulam a produção natural de testosterona pelos testículos. Ou seja, ele “desbloqueia” o eixo e estimula o organismo a produzir sua própria testosterona.
Já a reposição direta de testosterona (opção a) não é ideal nesse caso, porque pode perpetuar a supressão do eixo e dificultar a recuperação da função testicular. O anastrozol (opção c) é um inibidor da aromatase, usado para reduzir estrogênio, mas não estimula diretamente o testículo e não é primeira escolha aqui. Gonadotrofina (opção b) pode ser usada, mas não como âncora principal e além disso, a descrição da gonadotrofina como modulador seletivo dos receptores estrogênicos está incorreta.
A alternativa d está correta ao associar o clomifeno como modulador seletivo do receptor estrogênico para desbloquear o eixo hipofisário, e essa é a abordagem correta e mais comumente adotada para esse tipo de paciente. Já a alternativa e erra ao sugerir que o clomifeno estimula diretamente o testículo, o que não é o mecanismo dele; o estímulo é indireto via hipófise.
Portanto, o gabarito é a letra d.
Nessas situações, a escolha do tratamento deve focar na recuperação do eixo hormonal endógeno, e é aqui que entram os moduladores seletivos do receptor de estrogênio, como o clomifeno. O clomifeno age bloqueando os receptores estrogênicos no hipotálamo, levando a um aumento da secreção de GnRH e, consequentemente, do LH e FSH, que estimulam a produção natural de testosterona pelos testículos. Ou seja, ele “desbloqueia” o eixo e estimula o organismo a produzir sua própria testosterona.
Já a reposição direta de testosterona (opção a) não é ideal nesse caso, porque pode perpetuar a supressão do eixo e dificultar a recuperação da função testicular. O anastrozol (opção c) é um inibidor da aromatase, usado para reduzir estrogênio, mas não estimula diretamente o testículo e não é primeira escolha aqui. Gonadotrofina (opção b) pode ser usada, mas não como âncora principal e além disso, a descrição da gonadotrofina como modulador seletivo dos receptores estrogênicos está incorreta.
A alternativa d está correta ao associar o clomifeno como modulador seletivo do receptor estrogênico para desbloquear o eixo hipofisário, e essa é a abordagem correta e mais comumente adotada para esse tipo de paciente. Já a alternativa e erra ao sugerir que o clomifeno estimula diretamente o testículo, o que não é o mecanismo dele; o estímulo é indireto via hipófise.
Portanto, o gabarito é a letra d.