Marcos de Castro
EQUIPE
22/09/2026 • 20:02
Vamos entender melhor os pólipos gástricos hiperplásicos. Eles são uma das lesões benignas mais comuns no estômago e geralmente apresentam baixo risco de malignização, especialmente os menores que 2 cm. No entanto, alguns aspectos aumentam a necessidade de intervenção, como o tamanho superior a 1 cm e a morfologia pediculada, que podem estar associados a maior risco de displasia (alterações pré-cancerosas). Por isso, apesar do paciente ser assintomático e sem histórico familiar de câncer, a conduta recomendada é a remoção do pólipo por polipectomia para permitir diagnóstico e tratamento adequados, além de evitar futuras transformações malignas. Fazer apenas biópsias ou observar o pólipo pode deixar passar alterações importantes e não é a conduta mais segura. Testar para Helicobacter pylori é importante, pois a erradicação pode prevenir aparecimento de pólipos, mas não dispensa a remoção de pólipos já existentes com características de risco. Portanto, a alternativa correta é indicar polipectomia devido ao tamanho e morfologia que sugerem maior risco de displasia.