Paciente do sexo feminino, 68 anos, em trata...

Paciente do sexo feminino, 68 anos, em tratamento para osteoporose, comparece ao pronto atendimento com odinofagia intensa e dor retroesternal há três dias, associa...


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Paciente do sexo feminino, 68 anos, em tratamento para osteoporose, comparece ao pronto atendimento com odinofagia intensa e dor retroesternal há três dias, associadas a febre baixa e mal-estar geral. Refere que os sintomas começaram subitamente após modificação recente de sua prescrição medicamentosa por reumatologista. Nega episódios prévios de refluxo gastroesofágico, mas possui relato de hérnia hiatal aos esforços em endoscopia realizada há um mês. A nova endoscopia digestiva alta evidencia lesão ulcerada profunda, linear, com bordas bem definidas, localizada no terço médio do esôfago, sem sinais ativos de sangramento, porém com suspeita de perfuração mural.

Com base no quadro clínico e endoscópico, qual é o diagnóstico mais provável?

Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    22/09/2026 • 20:02
    Vamos analisar esse caso que envolve uma paciente idosa em tratamento para osteoporose que apresenta dor intensa para engolir (odinofagia), dor atrás do esterno, febre baixa e mal-estar. Esses sintomas começaram após uma mudança recente na medicação, o que já dá uma pista importante. Na endoscopia, há uma lesão ulcerada profunda e linear no terço médio do esôfago, com bordas bem definidas, e há suspeita de perfuração mural.

    O tema principal aqui é a esofagite, que é a inflamação do esôfago. Dentre as causas, temos as esofagites por refluxo, por agentes infecciosos, por medicamentos, por impacto alimentar, e ainda uma condição grave chamada Síndrome de Boerhaave, que é uma ruptura esofágica espontânea, geralmente por esforço intenso.

    A paciente não tem histórico de refluxo, tem hérnia hiatal, mas não sinais ativos de refluxo na endoscopia. A lesão é linear e no terço médio do esôfago, o que é típico da esofagite medicamentosa, pois certos remédios podem causar uma úlcera quando ficam parados no esôfago, prejudicando a mucosa local.

    Além disso, a mudança recente na prescrição, associada ao quadro específico e lesão endoscópica, favorece o diagnóstico de esofagite medicamentosa. A esofagite por agente oportunista costuma ocorrer em pacientes imunossuprimidos e tem aspecto diferente endoscopicamente. Esofagite por impactação alimentar é mais comum na parte distal com alimentos presos e costuma causar obstrução súbita. Esofagite de refluxo normalmente acomete o terço distal e com outras alterações típicas. A Síndrome de Boerhaave costuma ocorrer após vômitos violentos com ruptura transmural, causando quadro mais grave e choque, e se apresentaria diferentemente.

    Portanto, o diagnóstico mais provável é a esofagite medicamentosa.
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