Homem de 61 anos é atendido com a principal preocupação de “tosse com sangue ...

Homem de 61 anos é atendido com a principal preocupação de “tosse com sangue e fraqueza” nas últimas 5 semanas. Relata vários episódios de tosse com sangue vermelho vivo a cada poucos dias, aproxim...


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Homem de 61 anos é atendido com a principal preocupação de “tosse com sangue e fraqueza” nas últimas 5 semanas. Relata vários episódios de tosse com sangue vermelho vivo a cada poucos dias, aproximadamente, uma a duas colheres de sopa de cada vez, associado a dispneia leve. O paciente nega dor torácica, febre, calafrios ou viagens recentes. Ele desenvolveu recentemente cãibras musculares nos membros inferiores e tem dificuldade para se levantar de uma cadeira. O histórico é significativo para DPOC diagnosticada há 5 anos, hipertensão arterial e histórico de tabagismo de 40 maços/ano (atualmente, fuma 1 maço por dia).
O exame físico é notável por: sibilância expiratória final e uma fase expiratória prolongada na ausculta pulmonar; a força para flexão de quadril é reduzida (3/5); reflexos tendinosos profundos diminuídos bilateralmente nos membros inferiores. Os exames laboratoriais são normais, incluindo eletrólitos. A radiografia de tórax revela alterações típicas observadas na DPOC (diafragmas achatados, hiperinsuflação) e uma massa peri-hilar.
Nesse paciente, o diagnóstico mais provável é
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    22/09/2026 • 19:02
    Vamos analisar esta questão que envolve um paciente de 61 anos com sintomas preocupantes, como tosse com sangue (hemoptise) e fraqueza, em um contexto de doença pulmonar crônica (DPOC) e tabagismo intenso. O paciente apresenta também sintomas neuromusculares (fraqueza muscular proximal, diminuição dos reflexos), o que sugere uma possível síndrome paraneoplásica.

    Primeiro, a presença de uma massa peri-hilar na radiografia é um dado importante. Embora diferentes tipos de câncer de pulmão possam se apresentar assim, o local tumorais ajuda a direcionar o diagnóstico. Tumores centrais (peri-hilares) estão mais associados aos carcinomas de células escamosas e de pequenas células.

    Além disso, o paciente tem sintomas sugestivos de síndrome paraneoplásica: fraqueza proximal e diminuição dos reflexos indicam uma possível neuropatia ou miopatia relacionadas a um tumor. Carcinoma de pequenas células é notório por causar síndromes paraneoplásicas neurológicas. A hemoptise e o histórico fumante reforçam a suspeita do câncer de pulmão.

    Considerando que carcinoma de pequenas células é tipicamente um tumor central, associado a síndromes paraneoplásicas e relacionado ao tabagismo, ele se encaixa melhor no quadro descrito. Carcinoma de células escamosas também é uma possibilidade, mas costuma não causar tantas síndromes paraneoplásicas neurológicas.

    Assim, o diagnóstico mais provável é carcinoma de pequenas células.

    Gabarito: e
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