Mulher de 27 anos com hipertireoidismo de Graves vem sendo tratada com metima...

Mulher de 27 anos com hipertireoidismo de Graves vem sendo tratada com metimazol, 10 mg por dia, há 14 meses. À palpação, a glândula tireoide está no limite superior do tamanho normal, sem sopro. O...


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Mulher de 27 anos com hipertireoidismo de Graves vem sendo tratada com metimazol, 10 mg por dia, há 14 meses. À palpação, a glândula tireoide está no limite superior do tamanho normal, sem sopro. O histórico é positivo para tabagismo há 9 anos. Ela está interessada em interromper o uso de metimazol. Resultados dos exames laboratoriais atuais: TSH: 0,7 mU/L (normal: 0,5 a 5,0); T3 total: 166 ng/dL (normal: 70 a 200); T4 livre: 1,6 ng/dL (normal: 0,8 a 1,8); Anticorpos anti-TPO: 594 UI/mL (normal: <2,0); imunoglobulina estimulante da tireoide: 396%.
Qual característica dessa paciente prediz maior probabilidade de recidiva do hipertireoidismo por doença de Graves, caso o metimazol seja descontinuado?
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    22/09/2026 • 19:02
    Essa questão aborda um tema importante na endocrinologia: o manejo do hipertireoidismo na doença de Graves e os fatores que influenciam a recidiva da doença após o tratamento com antitireoidianos, como o metimazol.

    Primeiro, vamos entender o contexto: a paciente está sendo tratada com metimazol há mais de um ano, tem exames laboratoriais que indicam controle da doença (TSH dentro do normal, T3 e T4 livres também normais) e deseja interromper o medicamento. No entanto, sabemos que o risco de recidiva do hipertireoidismo após a retirada do tratamento varia conforme algumas características clínicas e laboratoriais.

    Entre os fatores que aumentam a probabilidade de recidiva estão níveis elevados de imunoglobulina estimulante da tireoide (TSI), que são anticorpos que estimulam a tireoide a produzir hormônios; o tamanho aumentado da glândula; o tabagismo; e a idade, geralmente pacientes jovens têm maior risco. Sobre os anticorpos anti-TPO, embora estejam altos, eles são mais relacionados à tireoidite autoimune (Hashimoto) e não tão diretamente preditivos da recidiva na doença de Graves.

    No caso, o nível muito elevado da imunoglobulina estimulante da tireoide (396%) indica atividade imunológica persistente que pode causar recidiva do hipertireoidismo. Portanto, esse é o fator de maior relevância para prever que o hipertireoidismo volte se o tratamento for interrompido.

    Com isso, a alternativa correta é a letra a) Nível de imunoglobulina estimulante da tireoide.
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