Matheus Fernandes
EQUIPE
22/09/2026 • 19:02
Essa questão aborda um tema muito comum em obstetrícia, que é o manejo da primeira fase do parto quando há demora na evolução da dilatação do colo uterino. A paciente está com 40 semanas, a apresentação cefálica está adequada, o colo está bastante favorável (5 cm de dilatação, 90% de apagamento, colo médio e macio), bolsa íntegra e contrações regulares, porém a dinâmica uterina é pouco intensa: apenas 2 contrações a cada 10 minutos, com duração de 30 segundos.
Aqui, o principal ponto é que, após 2 horas, não houve progressão da dilatação, e isso provavelmente está relacionado a uma dinâmica uterina fraca, ou seja, as contrações não estão suficientemente eficazes para promover o progresso do parto. Na prática clínica, quando o trabalho de parto está lento por causa de contrações fracas e a bolsa ainda está íntegra, a melhor conduta é romper artificialmente a bolsa (amniotomia). Isso geralmente estimula a liberação de prostaglandinas e melhora a dinâmica uterina, favorecendo a progressão da dilatação.
Outras alternativas não são corretas: usar misoprostol é para amadurecer o colo em casos de indução que começam com colo desfavorável, não quando já está quase completo; tocolítico é para inibir contrações, o oposto do que queremos; antibioticoterapia só está indicada em casos de bolsa rota prolongada; e cesariana seria uma opção se houvesse sofrimento fetal ou anormalidade grave no trabalho de parto, algo que não acontece aqui.
Portanto, a conduta correta é realizar a amniotomia para estimular a progressão do trabalho de parto.
Aqui, o principal ponto é que, após 2 horas, não houve progressão da dilatação, e isso provavelmente está relacionado a uma dinâmica uterina fraca, ou seja, as contrações não estão suficientemente eficazes para promover o progresso do parto. Na prática clínica, quando o trabalho de parto está lento por causa de contrações fracas e a bolsa ainda está íntegra, a melhor conduta é romper artificialmente a bolsa (amniotomia). Isso geralmente estimula a liberação de prostaglandinas e melhora a dinâmica uterina, favorecendo a progressão da dilatação.
Outras alternativas não são corretas: usar misoprostol é para amadurecer o colo em casos de indução que começam com colo desfavorável, não quando já está quase completo; tocolítico é para inibir contrações, o oposto do que queremos; antibioticoterapia só está indicada em casos de bolsa rota prolongada; e cesariana seria uma opção se houvesse sofrimento fetal ou anormalidade grave no trabalho de parto, algo que não acontece aqui.
Portanto, a conduta correta é realizar a amniotomia para estimular a progressão do trabalho de parto.