Gestante G2P1(normal) com 40 semanas de gestação é admitida na maternidade co...

Gestante G2P1(normal) com 40 semanas de gestação é admitida na maternidade com queixas de contrações regulares há 5 horas. Ao exame: FC fetal 135 bpm, sem desacelerações. Toque vaginal: dilataçao d...


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Gestante G2P1(normal) com 40 semanas de gestação é admitida na maternidade com queixas de contrações regulares há 5 horas. Ao exame: FC fetal 135 bpm, sem desacelerações. Toque vaginal: dilataçao de 5 cm, apagamento 90%, colo médio e macio, bolsa íntegra, apresentação cefálica em altura –1, variedade OEA. Dinâmica uterina: 2/10; 30 segundos. Após 2 horas de evolução, não houve progressão da dilatação.
A melhor conduta nesse momento é
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    22/09/2026 • 19:02
    Essa questão aborda um tema muito comum em obstetrícia, que é o manejo da primeira fase do parto quando há demora na evolução da dilatação do colo uterino. A paciente está com 40 semanas, a apresentação cefálica está adequada, o colo está bastante favorável (5 cm de dilatação, 90% de apagamento, colo médio e macio), bolsa íntegra e contrações regulares, porém a dinâmica uterina é pouco intensa: apenas 2 contrações a cada 10 minutos, com duração de 30 segundos.

    Aqui, o principal ponto é que, após 2 horas, não houve progressão da dilatação, e isso provavelmente está relacionado a uma dinâmica uterina fraca, ou seja, as contrações não estão suficientemente eficazes para promover o progresso do parto. Na prática clínica, quando o trabalho de parto está lento por causa de contrações fracas e a bolsa ainda está íntegra, a melhor conduta é romper artificialmente a bolsa (amniotomia). Isso geralmente estimula a liberação de prostaglandinas e melhora a dinâmica uterina, favorecendo a progressão da dilatação.

    Outras alternativas não são corretas: usar misoprostol é para amadurecer o colo em casos de indução que começam com colo desfavorável, não quando já está quase completo; tocolítico é para inibir contrações, o oposto do que queremos; antibioticoterapia só está indicada em casos de bolsa rota prolongada; e cesariana seria uma opção se houvesse sofrimento fetal ou anormalidade grave no trabalho de parto, algo que não acontece aqui.

    Portanto, a conduta correta é realizar a amniotomia para estimular a progressão do trabalho de parto.
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