Equipe Gabarite
EQUIPE
21/09/2026 • 23:02
Vamos falar sobre o que pode estar acontecendo com essa paciente que passou por colecistectomia e continua com dor no quadrante superior direito. A cirurgia para retirar a vesícula biliar é bastante comum em casos de cálculos, mas às vezes a dor persiste após a operação, o que chamamos de síndrome pós-colecistectomia. Essa síndrome envolve sintomas semelhantes àqueles anteriores à cirurgia, incluindo dor abdominal e alterações enzimas hepáticas.
No caso, ela tem episódios de dor com duração de 1 a 2 horas, e os exames mostram elevação das enzimas hepáticas (ALT, AST, fosfatase alcalina) e dilatação do ducto biliar comum (11 mm é maior que o normal, que geralmente é até 6 mm). Isso sugere que pode haver alguma obstrução ou disfunção no sistema biliar.
A CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) é um exame que serve para visualizar e tratar problemas no ducto biliar e no pâncreas. A esfincterotomia feita durante a CPRE ajuda a relaxar o esfíncter de Oddi, que pode estar causando um bloqueio funcional. A manometria do esfíncter é um teste para medir a pressão e avaliar se há disfunção, mas é invasiva e não é o primeiro exame indicado.
Vídeo laparoscopy não é o ideal agora, pois estamos lidando com possível problema funcional do esfíncter ou desobstrução do ducto, não uma nova cirurgia abdominal.
Repetir exames em 3 meses não é aconselhável porque a paciente está sintomática com alterações bioquímicas e de imagem, então precisa de uma ação mais imediata.
Portanto, o próximo passo mais apropriado é a CPRE com esfincterotomia para tratamento da possível disfunção do esfíncter de Oddi ou para remover eventuais obstruções.
Gabarito: a
No caso, ela tem episódios de dor com duração de 1 a 2 horas, e os exames mostram elevação das enzimas hepáticas (ALT, AST, fosfatase alcalina) e dilatação do ducto biliar comum (11 mm é maior que o normal, que geralmente é até 6 mm). Isso sugere que pode haver alguma obstrução ou disfunção no sistema biliar.
A CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) é um exame que serve para visualizar e tratar problemas no ducto biliar e no pâncreas. A esfincterotomia feita durante a CPRE ajuda a relaxar o esfíncter de Oddi, que pode estar causando um bloqueio funcional. A manometria do esfíncter é um teste para medir a pressão e avaliar se há disfunção, mas é invasiva e não é o primeiro exame indicado.
Vídeo laparoscopy não é o ideal agora, pois estamos lidando com possível problema funcional do esfíncter ou desobstrução do ducto, não uma nova cirurgia abdominal.
Repetir exames em 3 meses não é aconselhável porque a paciente está sintomática com alterações bioquímicas e de imagem, então precisa de uma ação mais imediata.
Portanto, o próximo passo mais apropriado é a CPRE com esfincterotomia para tratamento da possível disfunção do esfíncter de Oddi ou para remover eventuais obstruções.
Gabarito: a