Mulher de 46 anos com dor abdominal intermitente no quadrante superior direit...

Mulher de 46 anos com dor abdominal intermitente no quadrante superior direito é diagnosticada com cálculos biliares. Ela é submetida a uma colecistectomia devido a uma doença biliar sintomática. D...


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Mulher de 46 anos com dor abdominal intermitente no quadrante superior direito é diagnosticada com cálculos biliares. Ela é submetida a uma colecistectomia devido a uma doença biliar sintomática. Dois anos depois, relata que continua apresentando dores epigástricas e no quadrante superior direito de forma episódica. Os episódios duram de 1 a 2 horas. Durante um episódio recente de dor, ela foi atendida no pronto-socorro e apresentou alanina aminotransferase de 82 U/L, aspartato transaminase de 72 U/L e fosfatase alcalina de 120 U/L. Nesse momento, a ultrassonografia mostrou um ducto biliar comum de 11 mm.
O próximo passo mais apropriado é:
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    21/09/2026 • 23:02
    Vamos falar sobre o que pode estar acontecendo com essa paciente que passou por colecistectomia e continua com dor no quadrante superior direito. A cirurgia para retirar a vesícula biliar é bastante comum em casos de cálculos, mas às vezes a dor persiste após a operação, o que chamamos de síndrome pós-colecistectomia. Essa síndrome envolve sintomas semelhantes àqueles anteriores à cirurgia, incluindo dor abdominal e alterações enzimas hepáticas.

    No caso, ela tem episódios de dor com duração de 1 a 2 horas, e os exames mostram elevação das enzimas hepáticas (ALT, AST, fosfatase alcalina) e dilatação do ducto biliar comum (11 mm é maior que o normal, que geralmente é até 6 mm). Isso sugere que pode haver alguma obstrução ou disfunção no sistema biliar.

    A CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) é um exame que serve para visualizar e tratar problemas no ducto biliar e no pâncreas. A esfincterotomia feita durante a CPRE ajuda a relaxar o esfíncter de Oddi, que pode estar causando um bloqueio funcional. A manometria do esfíncter é um teste para medir a pressão e avaliar se há disfunção, mas é invasiva e não é o primeiro exame indicado.

    Vídeo laparoscopy não é o ideal agora, pois estamos lidando com possível problema funcional do esfíncter ou desobstrução do ducto, não uma nova cirurgia abdominal.

    Repetir exames em 3 meses não é aconselhável porque a paciente está sintomática com alterações bioquímicas e de imagem, então precisa de uma ação mais imediata.

    Portanto, o próximo passo mais apropriado é a CPRE com esfincterotomia para tratamento da possível disfunção do esfíncter de Oddi ou para remover eventuais obstruções.

    Gabarito: a
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