Homem de 42 anos, saudável, fumante, sem antecedentes médicos significativos,...

Homem de 42 anos, saudável, fumante, sem antecedentes médicos significativos, procura o pronto-socorro queixando-se de episódios recorrentes de dor torácica substernal em repouso, com duração de 15...


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Homem de 42 anos, saudável, fumante, sem antecedentes médicos significativos, procura o pronto-socorro queixando-se de episódios recorrentes de dor torácica substernal em repouso, com duração de 15 a 20 minutos, irradiando para o braço esquerdo, e acompanhada de diaforese. Nos últimos três dias, ele relata sintomas semelhantes que ocorreram com o esforço físico e aliviados pelo repouso. O último episódio de dor torácica ocorreu na ambulância a caminho do pronto-socorro e foi aliviado com um comprimido de nitroglicerina sublingual e 300 mg de aspirina mastigada. Ao exame físico: temperatura: 37,2 ºC; pressão arterial: 132 x 82 mmHg; frequência cardíaca: 72 bpm; frequência respiratória: 15 irpm; oximetria de pulso normal; cardiopulmonar: sem alteração. Hemograma completo, testes de função hepática, eletrólitos, função renal e testes de coagulação estão normais; troponina T está elevada. O ECG mostra ritmo sinusal normal com depressões do ST de 1,0 mm em DII, DIII e AVF. Heparina é iniciada.
Considerando as diretrizes mais recentes, nesse momento, a conduta de escolha é adicionar
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    21/09/2026 • 23:02
    Vamos falar sobre síndrome coronariana aguda sem elevação do segmento ST (SCASEST), que é o quadro clínico descrito nessa questão. O paciente apresenta dor torácica típica associada a elevação da troponina T e alterações isquêmicas no ECG (depressão do segmento ST), caracterizando um infarto sem supra de ST. A conduta inicial inclui suporte clínico, antiagregação plaquetária, anticoagulação e avaliação para intervenção.

    Aqui, o paciente já recebeu aspirina, que é fundamental para inibir as plaquetas. A heparina foi iniciada, garantindo anticoagulação para inibir a formação de trombos adicionais. Agora, de acordo com as diretrizes atuais, o próximo passo para pacientes com síndrome coronariana aguda é usar um inibidor do receptor P2Y12, que pode ser ticagrelor, clopidogrel ou prasugrel. Porém, ticagrelor é o preferido devido à sua maior eficácia e início de ação mais rápido, conforme recomendações recentes da AHA/ACC e da diretrizes brasileiras.

    Tirofiban, que é um inibidor da glicoproteína IIb/IIIa, geralmente é reservado para casos de alto risco ou durante a angioplastia, não como primeira escolha nesta fase. Tenecteplase é um trombolítico, usado para infarto com supra de ST e não indicado para SCASEST, pois pode aumentar o risco de complicações.

    Portanto, com base no quadro clínico, nos exames e orientações atuais, a conduta ideal é iniciar ticagrelor como antiagregante plaquetário adicional à aspirina e à heparina, para melhor proteção contra eventos isquêmicos futuros.

    Gabarito: a
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