Matheus Fernandes
EQUIPE
21/09/2026 • 22:01
Vamos analisar esse caso clínico que envolve uma mulher com quadro de queda acentuada de cabelo, hirsutismo e acne severa, além de amenorreia há três meses. Esses sintomas sugerem um excesso de androgênios no organismo. Para interpretar melhor, olhamos para os exames: o FSH e LH estão dentro dos valores normais para a fase folicular, mas o estradiol está elevado, o que é importante. A testosterona está bastante alta (319 ng/dL), indicando hiperandrogenismo. A SHBG está baixa, o que aumenta a fração livre de testosterona, potencializando os sintomas androgênicos. A prolactina está normal, descartando hiperprolactinemia. O S-DHEA e 17-OHP estão dentro dos valores normais, o que indica que a origem do excesso androgênico provavelmente não é adrenal. A síndrome dos ovários policísticos costuma apresentar níveis hormonais diferentes, e geralmente o estradiol não estaria tão elevado. A insuficiência ovariana primária apresentaria FSH elevado, o que não é o caso aqui. Diante dos dados, o quadro clínico e laboratório sugerem um tumor ovariano produtor de androgênio, responsável pelo aumento rápido e acentuado dos sinais androgênicos e pela elevação da testosterona e estradiol. Portanto, o diagnóstico mais provável é o tumor ovariano produtor de androgênio.