Paciente do sexo masculino, 55 anos, comparece à consulta odontológica queixa...

Paciente do sexo masculino, 55 anos, comparece à consulta odontológica queixando-se de tumefação indolor na região anterior do palato. Ao exame clínico intraoral, observa-se aumento de volume nodul...


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Paciente do sexo masculino, 55 anos, comparece à consulta odontológica queixando-se de tumefação indolor na região anterior do palato. Ao exame clínico intraoral, observa-se aumento de volume nodular, de consistência resiliente, localizado na linha média do palato duro, imediatamente posterior aos incisivos centrais superiores, com mucosa de revestimento íntegra e de coloração normal. Os elementos dentários adjacentes apresentam testes de vitalidade pulpar positivos. O exame radiográfico periapical revela uma área radiolúcida unilocular, bem delimitada, com halo radiopaco, projetada na linha média entre as raízes dos incisivos centrais.
Diante do quadro clínico e radiográfico, assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica.
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    21/09/2026 • 17:02
    O enunciado apresenta um paciente com uma tumefação indolor na região anterior do palato, exatamente na linha média, atrás dos incisivos centrais superiores. A massa é nodular, de consistência resiliente, mucosa íntegra e coloração normal, sem alteração na vitalidade dentária adjacente. No exame radiográfico há uma lesão radiolúcida unilocular, bem delimitada, com halo radiopaco, localizada na linha média entre as raízes dos incisivos centrais.

    Para entender essa questão, precisamos conhecer os principais cistos que acometem a região anterior do maxilar.

    O cisto do ducto nasopalatino é o cisto não odontogênico mais comum da maxila, originando-se do ducto nasopalatino, localizado exatamente na linha média do palato, entre as raízes dos incisivos centrais superiores - exatamente onde a lesão foi descrita.

    Ele geralmente é assintomático, podendo provocar aumento de volume nodular nessa região. Radiograficamente, aparece como uma área redonda ou oval, radiolúcida, unilocular com bordas bem definidas e ocasionalmente um halo radiopaco. O teste de vitalidade ser positivo ajuda a diferenciar de lesões odontogênicas, pois os dentes frontais não estão comprometidos.

    As outras alternativas não se encaixam tão bem: o cisto linfoepitelial oral é raro e não ocorre nessa área específica. O cisto dentígero está associado a dentes não erupcionados, o que não foi descrito. A lesão periférica de célula gigante é uma lesão de gengiva e não intraóssea, e o cisto radicular está associado a dentes com vitalidade pulpar alterada, o que também não é o caso.

    Portanto, a principal hipótese compatível com o quadro clínico e radiográfico apresentado é o cisto do ducto nasopalatino.
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