Considerando o quadro clínico e a avaliação pelo

Considerando o quadro clínico e a avaliação pelo Heart Team, assinale a alternativa correta com relação à escolha entre cirurgia cárdiaca aberta ou interven...


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Considere o caso clínico a seguir para responder à questão:

Paciente, sexo feminino, 79 anos, com história de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FE 32%), etiologia isquêmica, portadora de doença arterial coronariana com angioplastia prévia, fibrilação atrial permanente e doença renal crônica estágio 3 é admitida por dispneia progressiva aos mínimos esforços, ortopneia e múltiplas internações por descompensação nos últimos 6 meses. Encontra-se em uso otimizado de terapia para insuficiência cardíaca segundo as diretrizes atuais. Exames complementares: ecocardiograma transtorácico: FEVE: 32%; dilatação importante de VE; insuficiência mitral grave (EROA 0,42 cm2 , volume regurgitante elevado); jato central predominante e etiologia funcional (restrição de folhetos, tethering).

Foi submetida a avaliação pelo Heart Team que ponderou alguns aspectos do caso clínico:

•  EuroSCORE II elevado;

•  Múltiplas comorbidades.
Considerando o quadro clínico e a avaliação pelo Heart Team, assinale a alternativa correta com relação à escolha entre cirurgia cárdiaca aberta ou intervenção percutânea com dispositivo minimamente invasivo de reparação da válvula mitral (MitraClip) nesse caso.
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    21/09/2026 • 17:02
    Vamos falar um pouco sobre insuficiência mitral funcional e as opções de tratamento para casos graves. A insuficiência mitral funcional ocorre quando a válvula mitral em si está estruturalmente normal, mas a dilatação e disfunção do ventrículo esquerdo levam ao mau fechamento da válvula, causando regurgitação. Essa condição é comum em pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida.

    O tratamento clínico otimizado é a primeira linha, mas em pacientes sintomáticos com insuficiência mitral grave e alto risco cirúrgico, novas opções de tratamento minimamente invasivas, como o MitraClip, têm se mostrado importantes. O MitraClip é um dispositivo para reparo percutâneo da válvula mitral, indicado principalmente para pacientes com insuficiência mitral funcional que não são bons candidatos à cirurgia aberta devido a riscos elevados, como neste caso, que apresenta múltiplas comorbidades, insuficiência cardíaca avançada e alto escore cirúrgico (EuroSCORE II elevado).

    A cirurgia ainda é padrão para muitos casos, mas nem sempre é possível ou segura em pacientes de alto risco. Por isso, o MitraClip ganha destaque em casos selecionados com anatomia favorável para a técnica e indicações estabelecidas. Vale lembrar que a insuficiência mitral funcional é uma das indicações do MitraClip, ao contrário do que sugere a alternativa d.

    Analisando as alternativas: a é incorreta porque cirurgia não é mandatória em todos os casos, especialmente com alto risco; b é errada, disfunção ventricular não contraindica necessariamente a intervenção; c está incorreta, pois a intervenção pode melhorar sintomas e qualidade de vida; d é falsa, MitraClip é indicado tanto para insuficiência mitral degenerativa quanto funcional; e é correta, pois descreve o cenário atual do paciente e indicação do MitraClip.

    Portanto, a alternativa correta é a letra e.
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