Ingrid Nunes
EQUIPE
13/10/2026 • 04:01
Vamos falar sobre a Síndrome Pescoço-Língua, que é um distúrbio bem específico e raro, caracterizado por dor unilateral na porção superior do pescoço e sintomas relacionados ao nervo hipoglosso, que controla os movimentos da língua. O desafio aqui é entender as características anatômicas e fisiológicas envolvidas para identificar a alternativa correta.
Primeiro, na alternativa a), fala-se da dormência da língua relacionada a fibras eferentes (isto é, fibras motoras que saem do sistema nervoso) que passam da alça do hipoglosso para o ramo ventral de C2. Isso não condiz com a anatomia conhecida, pois o nervo hipoglosso (XII par craniano) não se conecta diretamente com os ramos de C2 dessa forma para causar dormência; a dormência geralmente estaria associada a fibras aferentes (sensoriais), que não são o caso aqui.
Na alternativa b), é dito que o movimento rotacional repentino da cabeça gera o ataque do lado do movimento de rotação. Porém, estudos mostram que esses ataques costumam ocorrer do lado oposto à rotação, porque a compressão nervosa acontece contralateralmente. Portanto, essa alternativa está incorreta em relação ao lado do ataque.
Na alternativa c), tem-se que o distúrbio, na ausência de achados patológicos, parece benigno e o único tratamento recomendado é o colar cervical. Isso também não está correto, pois o tratamento pode variar e nem sempre o colar cervical isolado é suficiente ou recomendável como único recurso.
Por fim, a alternativa d) afirma que a hipomobilidade da articulação atlanto-axial contralateral pode ser um fator predisponente. Essa descrição está de acordo com a literatura, pois alterações na mobilidade dessa articulação podem gerar compressão ou irritação do nervo hipoglosso no lado oposto, desencadeando os sintomas da síndrome.
Portanto, a alternativa correta é a letra d.
Primeiro, na alternativa a), fala-se da dormência da língua relacionada a fibras eferentes (isto é, fibras motoras que saem do sistema nervoso) que passam da alça do hipoglosso para o ramo ventral de C2. Isso não condiz com a anatomia conhecida, pois o nervo hipoglosso (XII par craniano) não se conecta diretamente com os ramos de C2 dessa forma para causar dormência; a dormência geralmente estaria associada a fibras aferentes (sensoriais), que não são o caso aqui.
Na alternativa b), é dito que o movimento rotacional repentino da cabeça gera o ataque do lado do movimento de rotação. Porém, estudos mostram que esses ataques costumam ocorrer do lado oposto à rotação, porque a compressão nervosa acontece contralateralmente. Portanto, essa alternativa está incorreta em relação ao lado do ataque.
Na alternativa c), tem-se que o distúrbio, na ausência de achados patológicos, parece benigno e o único tratamento recomendado é o colar cervical. Isso também não está correto, pois o tratamento pode variar e nem sempre o colar cervical isolado é suficiente ou recomendável como único recurso.
Por fim, a alternativa d) afirma que a hipomobilidade da articulação atlanto-axial contralateral pode ser um fator predisponente. Essa descrição está de acordo com a literatura, pois alterações na mobilidade dessa articulação podem gerar compressão ou irritação do nervo hipoglosso no lado oposto, desencadeando os sintomas da síndrome.
Portanto, a alternativa correta é a letra d.