Uma mulher de 27 anos com epilepsia diagnosticada pela primeira vez na infânc...

Uma mulher de 27 anos com epilepsia diagnosticada pela primeira vez na infância e sem história psiquiátrica conhecida, foi admitida em um hospital de grande porte após ter apresentado quadro de con...


publicidade
Uma mulher de 27 anos com epilepsia diagnosticada pela primeira vez na infância e sem história psiquiátrica conhecida, foi admitida em um hospital de grande porte após ter apresentado quadro de convulsões em seu quarto. Quando chegou ao hospital, a administração de fenitoína interrompeu a atividade convulsiva. Estudos laboratoriais revelaram níveis terapêuticos dos medicamentos anticonvulsivantes que ela costumava usar e nenhuma evidência de infecções ou perturbações metabólicas. Paciente foi, então, admitida para atendimento neurológico para prosseguir com monitoramento e colocada sob monitoramento de vídeo-EEG (vEEG) com redução da dose de medicamentos anticonvulsivantes até sua descontinuação. Durante o monitoramento, ela apresentou vários episódios de atividade motora convulsiva, sendo que nenhuma delas foi associada a atividade epileptiforme no EEG. Desse modo, solicitou-se consulta psiquiátrica. Durante a entrevista, ela negou humor deprimido ou qualquer tipo de alterações do sono, de energia, concentração ou apetite. Ela relatou ausência de pensamentos de machucar a si ou a terceiros e não apresentava sinais ou sintomas compatíveis com mania ou psicose. Não havia história familiar de doença psiquiátrica nem de abuso de substância.

O diagnóstico mais provável segundo o DSM-5 é:
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    13/10/2026 • 00:01
    Esta questão aborda um caso clínico envolvendo uma paciente com diagnóstico prévio de epilepsia, que apresenta episódios convulsivos durante monitoramento hospitalar, porém sem evidência de atividade epileptiforme no EEG. O que chama atenção é a discrepância entre os sintomas clínicos apresentados (atividade motora convulsiva) e a ausência de confirmação eletrofisiológica típica da epilepsia. Isso sugere que esses eventos não são de natureza epileptiforme verdadeira.

    O tema central envolve os chamados "transtornos relacionados a sintomas neurológicos" segundo o DSM-5. O transtorno dissociativo geralmente envolve amnésia, fugas, ou outras alterações de identidade, o que não corresponde ao quadro dessa paciente. O transtorno factício implica em simulação consciente da doença sem ganho externo aparente, mas sem clara evidência disso neste caso. O transtorno de sintomas somáticos envolve a presença de sintomas físicos que causam sofrimento significante e que não são plenamente explicados por uma condição médica, mas não necessariamente com sinais tão evidentes como convulsões simuladas ou dissociativas.

    Já o transtorno de sintomas neurológicos funcionais (antiga conversão) é caracterizado por sintomas neurológicos genuínos que não são explicados por uma doença neurológica, e frequentemente incluem crises motoras que se assemelham a convulsões, porém sem atividade epileptiforme no EEG, exatamente o caso descrito. Por isso, o diagnóstico mais provável segundo o DSM-5 é o transtorno de sintomas neurológicos funcionais.

    Gabarito: b) Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.