Paciente, 85 anos, sexo masculino, história prévia de diabetes tipo 2 e fibri...

Paciente, 85 anos, sexo masculino, história prévia de diabetes tipo 2 e fibrilação atrial crônica, procurou atendimento com quadro de dor abdominal difusa, intensa (9+/10+) com início há 12 horas e...


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Paciente, 85 anos, sexo masculino, história prévia de diabetes tipo 2 e fibrilação atrial crônica, procurou atendimento com quadro de dor abdominal difusa, intensa (9+/10+) com início há 12 horas e piora há 3 horas, associada a vômitos importantes. Está agitado, sudorético, bastante incomodado com a dor. Ao exame físico, hipocorado (+/4+), taquipneico (31 irpm), taquicárdico (122bpm), afebril (Tax 36,3°C), hipotenso (90x60 mmHg). Ausculta cardíaca mostrou arritmia, e ausculta pulmonar com murmúrio vesicular sem ruídos adventícios. Abdome globoso, sem cicatrizes, ruídos hidroaéreos ausentes, timpanismo à percussão, dor a palpação superficial e profunda de todo abdome, sem rigidez. Sinal de Jobert negativo, sinal de Carnett negativo, sinal de Murphy negativo, sinal de Rovsing negativo, sinal de Gray-Turner negativo. Realizada passagem de cateter nasogástrico, que evidenciou saída de secreção enegrecida e fétida de característica fecalóide. Exames laboratoriais mostraram hemoglobina de 11,4 g%, hematócrito de 34%, leucócitos de 16.100 sem desvio para a esquerda. Amilase 184 U/L, creatinina 2,2 mg%, potássio de 3,4 mEq/L, sódio 138 mEq/L, uréia 32 mg%, RNI 1,1, glicemia 162 mg%, PCR 324,7 mg%. Gasometria: pH 7,10, pCO2 44 mmHg, bicarbonato 13,7, excesso de base -15,6 mEq/L, lactato 16mEq/L

Em relação à dor abdominal desse paciente, é correto afirmar que:
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    12/10/2026 • 21:01
    Vamos analisar essa questão que traz um paciente idoso, diabético e com fibrilação atrial, apresentando dor abdominal intensa, distensão abdominal sem ruídos hidroaéreos, acidose metabólica grave e lactato elevado. Estes dados indicam um quadro grave. Quando pensamos em causas de dor abdominal intensa com ausência de ruídos intestinais e acidose elevando o lactato, devemos considerar a isquemia intestinal, especialmente em pacientes com fatores de risco para trombose ou embolia, como a fibrilação atrial. A saída de secreção fecaloide pelo cateter nasogástrico reforça a suspeita de obstrução com possível necrose intestinal. Olhando as alternativas:
    a) Pancreatite pode causar dor abdominal e elevação da amilase, mas o quadro ácido-base e a presença de sinais de obstrução intestinal com secreção fecaloide não são compatíveis.
    b) Paciente com fibrilação atrial tem risco maior de embolia mesentérica, que gera isquemia intestinal, quadro de dor intensa, acidose metabólica alta (pH 7,10), elevação do lactato e quadro abdominal silencioso, como descrito. Essa é a principal suspeita.
    c) Radiografia simples pode ajudar, mas a tomografia é o melhor exame para diagnóstico de isquemia intestinal. Assim, o método proposto não é o melhor para diagnóstico.
    d) Íleo biliar geralmente ocorre por impacto do cálculo biliar no intestino, causando obstrução mecânica, mas não explica a acidose e o quadro hemodinâmico com lactato elevado da forma descrita.
    Portanto, a alternativa correta é a letra b.
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