Paciente masculino, 58 anos, com diagnóstico...

Paciente masculino, 58 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma acinar da próstata, Gleason 7 (3+4), estadiamento clínico cT2aN0M0, foi submetido a radioterapia radi...


publicidade

Paciente masculino, 58 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma acinar da próstata, Gleason 7 (3+4), estadiamento clínico cT2aN0M0, foi submetido a radioterapia radical com dose total de 70 Gy em 39 frações. O PSA (APE) pré-tratamento era 9,0 ng/mL.

Durante o seguimento após o término da radioterapia, apresentou os seguintes valores de PSA:

● 3 meses: 2,8 ng/mL

● 6 meses: 1,0 ng/mL

● 9 meses: 1,1 ng/mL

● 12 meses: 1,3 ng/mL

● 15 meses: 1,6 ng/mL

● 18 meses: 2,0 ng/mL

● 21 meses: 2,1 ng/mL

● 24 meses: 2,06 ng/mL

Com base nos critérios atuais de recorrência bioquímica após radioterapia e na interpretação clínica desses achados, assinale a alternativa que representa a conduta mais adequada neste momento.

Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    12/10/2026 • 13:02
    Quando falamos de câncer de próstata e acompanhamento pós-radioterapia, um ponto crucial é o que chamamos de recorrência bioquímica, que é o aumento do PSA após o tratamento inicial. Esse aumento pode indicar que o câncer está voltando a se manifestar, mesmo que o paciente ainda não apresente sintomas ou achados clínicos evidentes.

    No caso específico da radioterapia, a definição mais aceita para recorrência bioquímica é um aumento de pelo menos 2 ng/mL acima do valor mínimo que o PSA atingiu após o tratamento (conhecido como nadir). Ou seja, primeiro identificamos o menor valor que o PSA alcançou após a radioterapia; depois, somamos 2 ng/mL a esse valor para estabelecer o ponto de alerta.

    Analisando os dados do paciente: seu PSA inicial era 9,0 ng/mL e depois da radioterapia caiu para um nadir entre 6 e 12 meses, que foi cerca de 1,0 ng/mL. A partir daí, o PSA começou a subir lentamente até 2,1 ng/mL aos 21 meses e 2,06 ng/mL aos 24 meses. Para definir a recorrência bioquímica, devemos somar 2 ng/mL ao nadir (1,0 + 2 = 3,0 ng/mL). O PSA do paciente ainda está abaixo desse valor, portanto, não há confirmação de recorrência bioquímica.

    Dessa forma, a conduta mais adequada neste momento é manter vigilância clínica com medições seriadas de PSA, monitorando se o valor continua subindo ou se estabiliza. Isso evita intervenções prematuras e potenciais efeitos colaterais desnecessários.

    Portanto, o gabarito correto é a alternativa C: Manter vigilância clínica com medições seriadas de PSA.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.