David Castilho
EQUIPE
12/10/2026 • 11:02
Vamos falar sobre esporotricose, uma infecção fúngica que ocorre geralmente após contato com material contaminado, como arranhaduras de gatos, que é o caso da paciente da questão. A esporotricose costuma apresentar três formas clínicas principais: a fixa, a linfocutânea (a mais comum) e a disseminada.
No quadro descrito, temos uma lesão ulcerada no local da inoculação (arranhadura) que evolui com nódulos ao longo do trajeto dos vasos linfáticos, um clássico padrão da forma linfocutânea. Isso indica uma resposta imunológica inicial que não conseguiu conter a infecção localmente, permitindo a progressão pelo sistema linfático.
A histologia revela reação granulomatosa e supurativa, típica da esporotricose, porém com pouca visualização dos fungos, algo comum em indivíduos imunocompetentes, pois a carga de fungos costuma ser baixa e o organismo reage bem ao controle da infecção.
Alternativa a descreve incorretamente o predomínio de formas leveduriformes visíveis, o que não é comum em imunocompetentes; a b fala de esporotricose disseminada primária, que teria múltiplos focos e sintomas sistêmicos não presentes aqui; a d descreve esporotricose fixa, que não apresenta disseminação linfática, o que exclui essa alternativa.
Portanto, a descrição que melhor se encaixa é a alternativa c, que fala da forma linfocutânea clássica, com única inoculação, evolução ao longo do trajeto linfático e dificuldade de demonstrar o fungo nos exames em pacientes imunocompetentes.
Gabarito: c.
No quadro descrito, temos uma lesão ulcerada no local da inoculação (arranhadura) que evolui com nódulos ao longo do trajeto dos vasos linfáticos, um clássico padrão da forma linfocutânea. Isso indica uma resposta imunológica inicial que não conseguiu conter a infecção localmente, permitindo a progressão pelo sistema linfático.
A histologia revela reação granulomatosa e supurativa, típica da esporotricose, porém com pouca visualização dos fungos, algo comum em indivíduos imunocompetentes, pois a carga de fungos costuma ser baixa e o organismo reage bem ao controle da infecção.
Alternativa a descreve incorretamente o predomínio de formas leveduriformes visíveis, o que não é comum em imunocompetentes; a b fala de esporotricose disseminada primária, que teria múltiplos focos e sintomas sistêmicos não presentes aqui; a d descreve esporotricose fixa, que não apresenta disseminação linfática, o que exclui essa alternativa.
Portanto, a descrição que melhor se encaixa é a alternativa c, que fala da forma linfocutânea clássica, com única inoculação, evolução ao longo do trajeto linfático e dificuldade de demonstrar o fungo nos exames em pacientes imunocompetentes.
Gabarito: c.