Paciente de 32 anos, residente em área endêmica da América do Sul, relata les...

Paciente de 32 anos, residente em área endêmica da América do Sul, relata lesão papulosa única no antebraço após viagem recente à zona rural. Após oito semanas, o quadro evolui para úlcera de bord...


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Paciente de 32 anos, residente em área endêmica da América do Sul, relata lesão papulosa única no antebraço após viagem recente à zona rural. Após oito semanas, o quadro evolui para úlcera de bordas infiltradas e granulosas, sem dor significativa. Ele refere exposição intensa a insetos e relata que a lesão surgiu semanas após picadas. Considerando os mecanismos imunológicos envolvidos, a biologia do parasita e a diversidade clínica da doença, assinale a alternativa que descreve corretamente a interação entre parasita e hospedeiro na condição suspeitada.
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    12/10/2026 • 11:02
    Essa questão aborda a leishmaniose cutânea, uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos pela picada de flebotomíneos (insetos conhecidos como 'mosquitos palha'). Começando pelo ciclo biológico: no hospedeiro humano, o parasita se encontra principalmente na forma intracelular amastigota, vivendo dentro dos macrófagos nos tecidos, onde se reproduce. A forma promastigota, flagelada e extracelular, está presente no vetor, não nos humanos.

    No que diz respeito à resposta imunológica, uma resposta do tipo Th1 é fundamental para controlar a infecção, mediada por citocinas como IL-2 e interferon-gama (IFN-γ), que ativam os macrófagos para destruírem os parasitas. Se essa resposta falha e há um predomínio da resposta Th2, com citocinas IL-4 e IL-10, a infecção pode se espalhar e resultar em formas mais graves da doença, como mucosas ou difusas. Também é importante destacar que a imunidade humoral (anticorpos) não é o principal mecanismo protetor na leishmaniose cutânea, pois o parasita está dentro das células e não como forma extracelular significativa no humano.

    Analisando as alternativas, a única que descreve corretamente que o parasita é intracelular amastigota nos fagolisossomos, que o controle depende da resposta Th1 (IL-2 e IFN-γ) e que o predomínio de IL-4 e IL-10 leva a formas difusas ou mucocutâneas, é a alternativa b). As outras apresentam incorreções no ciclo do parasita ou na resposta imune envolvida, por exemplo, descrevendo o parasita como extracelular no humano, ou que a imunidade depende principalmente de anticorpos, o que está errado.

    Portanto, a alternativa correta é a letra b).
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