Mulher de 27 anos, previamente saudável, apresenta há 8 meses fadiga intensa,...

Mulher de 27 anos, previamente saudável, apresenta há 8 meses fadiga intensa, claudicação em membros superiores, perda de força para tarefas simples (como pentear o cabelo), além de episódios de to...


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Mulher de 27 anos, previamente saudável, apresenta há 8 meses fadiga intensa, claudicação em membros superiores, perda de força para tarefas simples (como pentear o cabelo), além de episódios de tontura. Refere cefaleia, palpitações e sensação de “peso” no hemitórax esquerdo.
Ao exame físico, observa-se assimetria de pulsos radiais, PA reduzida no membro superior esquerdo e sopro audível em fúrcula esternal. Laboratorialmente, PCR e VHS estão elevadas. Angiotomografia de aorta e seus ramos evidencia:

● Estenose significativa da artéria subclávia esquerda. ● Espessamento difuso da parede da carótida comum esquerda. ● Irregularidade e estreitamento dos troncos braquiocefálicos. ● Sem acometimento da aorta ascendente, aorta torácica descendente ou aorta abdominal.

Com base no quadro clínico descrito, qual a melhor proposta terapêutica.
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    12/10/2026 • 11:02
    Essa questão aborda um quadro clínico clássico de arterite, mais especificamente a arterite de Takayasu, que é uma vasculite granulomatosa que acomete grandes vasos, como a aorta e seus ramos principais, em pacientes jovens, geralmente mulheres antes dos 40 anos. O quadro apresenta sintomas relacionados à isquemia dos membros superiores (claudicação, assimetria dos pulsos, pressão arterial reduzida em um membro) e sinais inflamatórios sistêmicos (fadiga, cefaleia, elevação de PCR e VHS).

    A angiografia mostra estenose da artéria subclávia esquerda, carótida comum esquerda e troncos braquiocefálicos, sem envolvimento da aorta diretamente, o que é compatível com arterite de Takayasu tipo II ou III. O tratamento inicial padrão envolve glicocorticoides em dose alta para controlar a inflamação assim como agentes imunossupressores para auxiliar na manutenção da remissão.

    Entre as opções imunossupressoras, o tocilizumabe, um anticorpo monoclonal que bloqueia o receptor de IL-6, tem demonstrado eficácia significativa em arterite de Takayasu, sendo atualmente um dos tratamentos recomendados em associação ao glicocorticoide. Ciclosporina e micofenolato de mofetila são usados em outras situações, mas o tocilizumabe tem evidências mais fortes.

    Portanto, a melhor opção terapêutica para essa paciente seria glicocorticoide em dose alta com tocilizumabe, item b).
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