Paciente, sexo masculino, 35 anos, sofre que...

Paciente, sexo masculino, 35 anos, sofre queda da laje e é admitido no pronto-socorro com quadro de traumatismo cranioencefálico (TCE). Levado ao CTI, evolui com po...


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Paciente, sexo masculino, 35 anos, sofre queda da laje e é admitido no pronto-socorro com quadro de traumatismo cranioencefálico (TCE). Levado ao CTI, evolui com poliúria, (diurese 6,5l/dia). Exames laboratoriais evidenciam:

● creatinina 0,9 mg/dl;

● glicemia 80 mg/dl; Na 159 mEq/L.

Diante do exposto, assinale a opção que apresenta o diagnóstico mais provável.

Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    12/10/2026 • 10:01
    Para entender essa questão, vamos falar um pouco sobre o que acontece no organismo em casos de trauma cranioencefálico, especialmente quando há alteração na produção do hormônio antidiurético (ADH). O ADH é fundamental para controlar a quantidade de água que os rins excretam. Se ele estiver em falta ou não agindo direito, pode ocorrer uma condição chamada diabetes insipidus, que causa poliúria intensa (urina muito diluída e em grande volume).

    No caso apresentado, o paciente tem poliúria significativa (6,5 litros por dia), creatinina normal, glicemia normal e sódio sérico elevado (159 mEq/L). Isso sugere que ele está perdendo muita água, o que aumenta a concentração de sódio no sangue, causando hipernatremia. A hipernatremia associada a poliúria e trauma na cabeça é clássica do diabetes insipidus.

    Já a Síndrome da Secreção Inapropriada de ADH (SIADH) geralmente leva a retenção de água e hiponatremia (baixo sódio), ou seja, o oposto do que ocorre aqui. A polidipsia primária poderia causar poliúria, mas geralmente não haveria hipernatremia e os volumes urinários tendem a ser menores. A síndrome perdedora de sal também levaria a uma diminuição do sódio, não a um aumento.

    Portanto, o diagnóstico mais provável para esse paciente é diabetes insipidus, que explica a poliúria volumosa e a hipernatremia pós-trauma craniano.
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