Ingrid Nunes
EQUIPE
12/10/2026 • 08:02
Vamos falar um pouco sobre biomecânica aplicada na artroplastia reversa do ombro, que é um tema bastante importante na ortopedia e em concursos relacionados à saúde. A artroplastia reversa foi criada pelo cirurgião Paul Grammont para tratar ombros com lesões irreparáveis do manguito rotador. O conceito central é alterar a anatomia do ombro para permitir que o músculo deltoide compense a ausência ou deficiência do manguito rotador, movendo e alongando o deltoide para restaurar a função motora.
Inicialmente, no design original de Grammont, o centro de rotação do ombro foi medializado e distalizado para alcançar essa função. Isso significa que o centro de rotação da prótese foi deslocado para perto da face da glenoide, o que ajuda a aumentar o braço de alavanca do deltoide para a elevação do braço, essencial para o funcionamento após a perda do manguito rotador. O design usava um ângulo cérvico-diafisário valgo de 155 graus para criar uma linha de força vertical do deltoide.
Contudo, um ponto importante é que essa medialização aumenta o contato entre a prótese e a escápula, o que pode aumentar o risco do tal desgate conhecido como "scapular notching" (impacto escapular). Portanto, o design original de Grammont está associado a maior incidência desses impactos, e não à redução deles.
Assim, analisando as alternativas, a letra d está incorreta, pois afirma que a medialização do centro de rotação reduz as taxas de impacto escapular e melhora o torque do manguito remanescente, o que não é verdade. Na realidade, a medialização aumenta o risco de scapular notching. Já as demais alternativas estão corretas segundo a literatura.
Gabarito: letra d.
Inicialmente, no design original de Grammont, o centro de rotação do ombro foi medializado e distalizado para alcançar essa função. Isso significa que o centro de rotação da prótese foi deslocado para perto da face da glenoide, o que ajuda a aumentar o braço de alavanca do deltoide para a elevação do braço, essencial para o funcionamento após a perda do manguito rotador. O design usava um ângulo cérvico-diafisário valgo de 155 graus para criar uma linha de força vertical do deltoide.
Contudo, um ponto importante é que essa medialização aumenta o contato entre a prótese e a escápula, o que pode aumentar o risco do tal desgate conhecido como "scapular notching" (impacto escapular). Portanto, o design original de Grammont está associado a maior incidência desses impactos, e não à redução deles.
Assim, analisando as alternativas, a letra d está incorreta, pois afirma que a medialização do centro de rotação reduz as taxas de impacto escapular e melhora o torque do manguito remanescente, o que não é verdade. Na realidade, a medialização aumenta o risco de scapular notching. Já as demais alternativas estão corretas segundo a literatura.
Gabarito: letra d.