Um cirurgião ortopédico planeja uma artroplastia total de quadril em um pacie...

Um cirurgião ortopédico planeja uma artroplastia total de quadril em um paciente de 55 anos com osteoartrite secundária grave, decorrente de sequelas de Doença de Legg-Calvé-Perthes na infância. Du...


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Um cirurgião ortopédico planeja uma artroplastia total de quadril em um paciente de 55 anos com osteoartrite secundária grave, decorrente de sequelas de Doença de Legg-Calvé-Perthes na infância. Durante o planejamento préoperatório, a equipe discute as dificuldades técnicas esperadas devido às alterações anatômicas características dessa patologia.

Considerando as sequelas da DLCP descritas na literatura, assinale o achado anatômico ou complicação cirúrgica corretamente associados a essa condição?
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    12/10/2026 • 08:02
    Vamos conversar sobre um tema importante dentro da ortopedia: as sequelas da Doença de Legg-Calvé-Perthes (DLCP) e como elas impactam as cirurgias de artroplastia de quadril. A DLCP é uma osteocondrite que afeta a cabeça do fêmur na infância, levando a alterações anatômicas que se manifestam de forma significativa no adulto, principalmente em casos com sequelas graves.

    Essas alterações resultam em uma cabeça femoral deformada, acetábulo alterado e possível encurtamento do membro. Na artroplastia total do quadril, o cirurgião deve se preparar para essas dificuldades técnicas. Vamos analisar as alternativas com base no que é característico da DLCP.

    A alternativa (a) fala que o acetábulo é frequentemente displásico e antevertido, o que é verdadeiro, e que se usa enxerto ósseo estrutural rotineiramente como na displasia do desenvolvimento do quadril. Isso está correto e é uma característica comum das sequelas da DLCP.

    A (b) menciona encurtamento por coxa valga e risco de paralisia do nervo femoral. Na verdade, a deformidade típica é de coxa vara (não valga), e o risco principal é de paralisia do nervo ciático, não do femoral.

    A (c) fala em incompatibilidade entre região metafisária e diafisária do fêmur dificultando a fixação de componentes femorais não cimentados. Isso está correto, pois a alteração da arquitetura óssea é conhecida.

    Já a (d) afirma que hastes femorais monobloco são recomendadas para reduzir fraturas intraoperatórias. Na prática, hastes modulares são preferidas para maior adaptação às deformidades complexas da DLCP.

    Portanto, as alternativas (a) e (c) apresentam informações corretas, mas apenas uma delas está na questão como alternativa final. Dado isso, a alternativa (c) aborda uma característica anatômica muito relevante e específica para dificuldades técnicas na fixação femoral na artroplastia em DLCP, associando corretamente a dificuldade com as alterações metafisárias e diafisárias.

    Assim, o gabarito certo é a letra c.
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