Matheus Fernandes
EQUIPE
12/10/2026 • 08:02
Vamos conversar sobre um tema importante dentro da ortopedia: as sequelas da Doença de Legg-Calvé-Perthes (DLCP) e como elas impactam as cirurgias de artroplastia de quadril. A DLCP é uma osteocondrite que afeta a cabeça do fêmur na infância, levando a alterações anatômicas que se manifestam de forma significativa no adulto, principalmente em casos com sequelas graves.
Essas alterações resultam em uma cabeça femoral deformada, acetábulo alterado e possível encurtamento do membro. Na artroplastia total do quadril, o cirurgião deve se preparar para essas dificuldades técnicas. Vamos analisar as alternativas com base no que é característico da DLCP.
A alternativa (a) fala que o acetábulo é frequentemente displásico e antevertido, o que é verdadeiro, e que se usa enxerto ósseo estrutural rotineiramente como na displasia do desenvolvimento do quadril. Isso está correto e é uma característica comum das sequelas da DLCP.
A (b) menciona encurtamento por coxa valga e risco de paralisia do nervo femoral. Na verdade, a deformidade típica é de coxa vara (não valga), e o risco principal é de paralisia do nervo ciático, não do femoral.
A (c) fala em incompatibilidade entre região metafisária e diafisária do fêmur dificultando a fixação de componentes femorais não cimentados. Isso está correto, pois a alteração da arquitetura óssea é conhecida.
Já a (d) afirma que hastes femorais monobloco são recomendadas para reduzir fraturas intraoperatórias. Na prática, hastes modulares são preferidas para maior adaptação às deformidades complexas da DLCP.
Portanto, as alternativas (a) e (c) apresentam informações corretas, mas apenas uma delas está na questão como alternativa final. Dado isso, a alternativa (c) aborda uma característica anatômica muito relevante e específica para dificuldades técnicas na fixação femoral na artroplastia em DLCP, associando corretamente a dificuldade com as alterações metafisárias e diafisárias.
Assim, o gabarito certo é a letra c.
Essas alterações resultam em uma cabeça femoral deformada, acetábulo alterado e possível encurtamento do membro. Na artroplastia total do quadril, o cirurgião deve se preparar para essas dificuldades técnicas. Vamos analisar as alternativas com base no que é característico da DLCP.
A alternativa (a) fala que o acetábulo é frequentemente displásico e antevertido, o que é verdadeiro, e que se usa enxerto ósseo estrutural rotineiramente como na displasia do desenvolvimento do quadril. Isso está correto e é uma característica comum das sequelas da DLCP.
A (b) menciona encurtamento por coxa valga e risco de paralisia do nervo femoral. Na verdade, a deformidade típica é de coxa vara (não valga), e o risco principal é de paralisia do nervo ciático, não do femoral.
A (c) fala em incompatibilidade entre região metafisária e diafisária do fêmur dificultando a fixação de componentes femorais não cimentados. Isso está correto, pois a alteração da arquitetura óssea é conhecida.
Já a (d) afirma que hastes femorais monobloco são recomendadas para reduzir fraturas intraoperatórias. Na prática, hastes modulares são preferidas para maior adaptação às deformidades complexas da DLCP.
Portanto, as alternativas (a) e (c) apresentam informações corretas, mas apenas uma delas está na questão como alternativa final. Dado isso, a alternativa (c) aborda uma característica anatômica muito relevante e específica para dificuldades técnicas na fixação femoral na artroplastia em DLCP, associando corretamente a dificuldade com as alterações metafisárias e diafisárias.
Assim, o gabarito certo é a letra c.