Paciente do sexo masculino, com 58 anos, tabagista há quarenta anos (40 maços...

Paciente do sexo masculino, com 58 anos, tabagista há quarenta anos (40 maços/ano) e etilista crônico, apresenta disfagia progressiva para sólidos há quatro meses, odinofagia, perda ponderal de 10 ...


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Q1140945 • Medicina • Oncologia • VUNESP • EsFCEx • Oficial • 2025
Paciente do sexo masculino, com 58 anos, tabagista há quarenta anos (40 maços/ano) e etilista crônico, apresenta disfagia progressiva para sólidos há quatro meses, odinofagia, perda ponderal de 10 kg no período e sensação de “caroço” na garganta. Na videolaringoscopia, observa-se lesão ulceroinfiltrativa em recesso piriforme direito, estendendo-se para parede lateral da hipofaringe, limitada superiormente na prega faringoepiglótica, sem comprometimento da mobilidade das pregas vocais. A tomografia computadorizada evidencia lesão com realce heterogêneo após contraste, medindo 3,8 cm em seu maior diâmetro, restrita à hipofaringe, sem invasão de cartilagens ou estruturas adjacentes. Não há linfonodomegalias cervicais suspeitas. A biópsia confirma carcinoma epidermoide moderadamente diferenciado.
Qual o estadiamento clínico correto (TNM – AJCC 8ª edição) e a melhor opção terapêutica, respectivamente, para esse caso?
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    12/10/2026 • 06:02
    Vamos entender primeiro o sistema TNM e seu uso no estadiamento do câncer de hipofaringe. O sistema TNM classifica o tumor baseado em três aspectos: T refere-se ao tamanho e extensão do tumor primário, N ao envolvimento dos linfonodos regionais e M à presença de metástases distantes. Na hipofaringe, um tumor T2 é definido como um tumor limitado a uma sublocalização da hipofaringe com tamanho maior que 2 cm, mas não ultrapassando 4 cm, sem invasão extra da parede da faringe.

    No caso descrito, temos um tumor de 3,8 cm restrito à hipofaringe, sem infiltração de estruturas adjacentes ou linfonodos comprometidos, o que corresponde a um T2N0M0, que é classificado como estádio II.

    Quanto ao tratamento, tumores nessa fase sem comprometimento linfonodal geralmente têm como abordagem preferencial terapias que preservem o órgão, como a quimiorradioterapia concomitante. Cirurgias mais extensas, como laringectomia total, são reservadas para casos mais avançados (T3 ou T4) ou em situações específicas.

    Analisando as alternativas, a única que traz o estadiamento correto (T2N0M0 – estádio II) e a conduta terapêutica recomendada (quimiorradioterapia concomitante) é a alternativa b).
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