Homem, com 42 anos, relata obstrução nasal unilateral à direita, epistaxe rec...

Homem, com 42 anos, relata obstrução nasal unilateral à direita, epistaxe recorrente e hipoacusia à direita com sete meses de evolução. Nas últimas semanas, notou diplopia e dor em região temporal ...


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Q1140947 • Medicina • Oncologia • VUNESP • EsFCEx • Oficial • 2025
Homem, com 42 anos, relata obstrução nasal unilateral à direita, epistaxe recorrente e hipoacusia à direita com sete meses de evolução. Nas últimas semanas, notou diplopia e dor em região temporal direita. Ao exame físico, observa-se paralisia do VI par craniano à direita e linfonodomegalia cervical alta ipsilateral, com 3,0 cm no maior diâmetro, endurecida e fixa. A nasofibroscopia revela lesão vegetante em rinofaringe com extensão para fossa nasal direita. A ressonância magnética evidencia lesão expansiva em rinofaringe com extensão para base do crânio e invasão do seio cavernoso direito. A biópsia confirma carcinoma indiferenciado do tipo nasofaríngeo (UCNT).
Qual o estadiamento clínico (TNM – AJCC 8 edição) e a melhor abordagem terapêutica inicial para esse caso?
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    12/10/2026 • 06:02
    Esse caso aborda o estadiamento clínico segundo o sistema TNM da AJCC 8ª edição e as opções de tratamento do carcinoma nasofaríngeo indiferenciado (UCNT). Para entender o estadiamento, é importante saber que a letra T descreve o tamanho e extensão local do tumor, N indica envolvimento linfonodal regional e M presença de metástases à distância.

    No relato, o paciente apresenta uma lesão em rinofaringe com extensão para base do crânio e invasão do seio cavernoso, o que corresponde a um T4 (tumor com invasão direta de estruturas cranianas, como o seio cavernoso). A presença de linfonodomegalia cervical ipsilateral fixa e endurecida com mais de 3 cm corresponde a pelo menos N1 (envolvimento de um linfonodo maior que 3 cm e unilateral). Não há relato de metástases à distância (M0).

    Assim, o estadiamento clínico é T4N1M0, que na classificação AJCC corresponde a estádio IVA.

    Sobre o tratamento, a cirurgia geralmente não é primeira escolha para carcinoma nasofaríngeo dado o difícil acesso e a extensão local comum. O manejo padrão inicial envolve quimioterapia de indução para redução tumoral seguida de quimiorradioterapia concomitante, visando melhor controle local e regional.

    Portanto, a melhor alternativa é a letra d) T4N1M0 – estádio IVA; quimioterapia de indução seguida de quimiorradioterapia concomitante.
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