Homem com 72 anos, agricultor, apresenta lesão ulcerada com bordas elevadas e...

Homem com 72 anos, agricultor, apresenta lesão ulcerada com bordas elevadas e peroladas na região temporal direita, com 2,5 cm de diâmetro, evolução de oito meses e crescimento progressivo. Ao exam...


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Homem com 72 anos, agricultor, apresenta lesão ulcerada com bordas elevadas e peroladas na região temporal direita, com 2,5 cm de diâmetro, evolução de oito meses e crescimento progressivo. Ao exame, observa-se ulceração central com crosta sero-hemática, bordas elevadas, endurecidas e peroladas, com telangiectasias superficiais. Não há linfonodomegalias cervicais palpáveis. A biópsia confirma carcinoma basocelular (CBC) nodular infiltrativo.
Qual a melhor conduta terapêutica para esse caso?
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    12/10/2026 • 06:02
    Vamos entender primeiro o que é o carcinoma basocelular (CBC). Ele é o tumor maligno mais comum da pele, geralmente aparece em áreas expostas ao sol, como o rosto, e tem crescimento lento, mas pode ser localmente agressivo. No caso descrito, o paciente tem uma lesão típica de CBC nodular infiltrativo, que é um subtipo um pouco mais agressivo, e está localizada na região temporal, uma área importante esteticamente e funcionalmente.

    A melhor conduta para CBC em geral é a ressecção cirúrgica, pois garante a remoção completa do tumor com margens seguras. Para o subtipo infiltrativo, que tem maior risco de recidiva, as margens cirúrgicas recomendadas são maiores do que para o CBC nodular comum, mas geralmente de 0,5 a 1 cm já são suficientes. Cortes histológicos intraoperatórios ou técnicas como a cirurgia de Mohs são indicadas quando disponíveis, para preservar tecido sadios.

    Analisando as alternativas: a alternativa (a) sugere ressecção com margem de 1 cm e reconstrução local, o que é adequado. A margem de 1 cm é suficiente para o subtipo infiltrativo e ainda preserva tecidos. A alternativa (e), que propõe margem de 2,5 cm, é exagerada, pois essa margem seria muito ampla, levando a defeitos desnecessariamente grandes, piorando a estética e funcionalidade, o que não é preconizado para CBC, mesmo infiltrativo.

    As outras opções: terapia com vismodegibe é reservada para CBC localmente avançado ou metastático, o que não é o caso. Curetagem e eletrocoagulação não são adequados para CBC infiltrativo por maior risco de recidiva e não controlar margens. Radioterapia exclusiva é alternativa para pacientes que não podem se submeter a cirurgia, o que não foi o caso aqui.

    Portanto, a melhor conduta é realizar ressecção cirúrgica com margens adequadas, em torno de 1 cm, com reconstrução local.

    Gabarito: a
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